As barragens de Almourol e Pinhosão podem regressar a concurso em 2020 e, assim, contribuir para as receitas do Estado.
Segundo o Jornal Público, desta sexta-feira, foi ontem admitida pelo presidente do Instituto nacional da Água (INAG), Orlando Borges, a possibilidade de se reverem as condições para os dois empreendimentos hidroeléctricos pelo presidente do Instituto Nacional da Água (Inag).
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, já tinha manifestado anteriormente a expectativa de novas barragens poderem entrar num bolo de 500 milhões de euros de receitas extraordinárias a arrecadar este ano, contribuindo assim para abater ao défice e a dívida públicos, sem no entanto adiantar valores nem os empreendimentos.
Para além do conjunto de novas mini-hídricas que o Governo já prometeu licenciar, «as duas barragens de maior dimensão poderão agora voltar a contar para o bolo», refere o mesmo jornal, citado pelo Diáriodigital.
Almourol e Pinhosão fizeram parte do pacote de 10 aproveitamentos hidroeléctricos que o Governo anterior pôs a concurso, mas, ao contrário dos outros oito projectos, não tiveram procura, por não terem alegadamente uma rentabilidade económica suficientemente atractiva, no entanto, o presidente do INAG «não especificou em que condições estes dois projectos poderão voltar a concurso».