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19-08-2017 06:35
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Ministro lança projetos para reforçar abastecimento de água a Mértola 

Fonte: Lusa

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, adjudicou hoje, em Mértola, uma empreitada e lançou dois projetos para reforçar o abastecimento de água ao concelho e ligar os atuais sistemas de captação subterrânea a duas origens fiáveis.

Os três investimentos, que somam cerca de 5,7 milhões de euros, vão permitir ultrapassar as dificuldades sentidas ao nível da qualidade de água existente nas captações subterrâneas, cada vez “mais escassas” numa zona com problemas devido à pouca chuva, às temperaturas elevadas e às dificuldades de distribuição, segundo o administrador executivo da Águas Públicas do Alentejo (AgdA), João Silva Costa.

Este investimento "responde àquela que era a principal lacuna que tínhamos em termos de segurança no abastecimento de água em todo o país”, disse o ministro aos jornalistas, no final da cerimónia de lançamento dos investimentos, referindo-se aos projetos que vão permitir ligar as origens de água existentes em Monte da Rocha (Ourique) e Guadiana Sul (Serpa) ao concelho de Mértola.

Este junta-se a outro “grande investimento, que ronda os 42 milhões de euros”, que permitirá a interligação entre barragens”, a partir do Alqueva, e “também o reforço da capacidade de tratamento de água", referiu o governante.

João Pedro Matos Fernandes considerou que, quando os trabalhos estiverem concluídos, dentro de três anos, “deixar-se-á de ter os problemas que sobressaltam as pessoas e que neste ano têm sobressaltado de falta de água”, com uma solução para “50 anos”, assegurou João Matos Fernandes.

O mesmo responsável garantiu ainda que “não vai faltar água na torneira das pessoas” e classificou os investimentos hoje lançados como “um projeto de um outro fôlego, de que o grande beneficiário neste momento é Mértola”, e que garantirá “que de facto dentro de um ano a situação já está melhor”.

João Matos Fernandes referiu-se aos atrasos de décadas que Mértola tem relativamente a outras zonas do interior no que se refere a abastecimento de água e que estão a ser ultrapassados, com a parceria entre o Estado e 20 municípios que permitiu criar o Sistema Público de Parceria Integrado das Águas do Alentejo.

"Este Governo agiu em tempo, agiu bem e este problema vai ser minimizado, com uma solução para 50 anos, que não dispensa nunca, em situação alguma, um uso parcimonioso deste recurso tão escasso, sempre, como é a água”, disse.

Matos Fernandes disse ainda que, a nível nacional, há “cerca de 40 por cento das albufeiras com menos de 40 por cento e que todas as albufeiras da bacia do Sado com menos de 40 por cento de água”, mas há duas, uma no Sado (Monte da Rocha) e outra no Guadiana (Vigia) que "são fonte de maior preocupação".

“E o que é preocupar? É ter um acompanhamento mais fino, não é lamentarmo-nos de nada. E nesse acompanhamento mais fino que estamos a fazer, com uma grande colaboração das associações de regantes, podemos neste momento garantir com quase a certeza absoluta que a campanha agrícola que vai precisar de rega até dia 15 de setembro vai poder regar, naturalmente com parcimónia, mas os regantes estão aqui muito empenhados e a fazer um belíssimo trabalho, e, mesmo assim, depois disso, teremos um ano garantido de abastecimento de água às populações”, assegurou.


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