Bem-vindo ao site da CONFAGRI.
17-05-2012 11:22
Go Search
 
 

 
Mulheres portuguesas premiadas por projectos de reflorestação e defesa de pradarias marinhas 

 

Projectos de reflorestação, em áreas afectadas por incêndios na Madeira e Costa da Caparica, e de conservação de pradarias marinhas, através da «adopção» por entidades, foram premiados pelo programa Terre de Femmes, da Fundação Yves Rocher.

As três mulheres responsáveis pelo desenvolvimento dos projectos, baseados no voluntariado de entidades e pessoas sensibilizadas para a defesa do ambiente, receberam as distinções em Lisboa.

O primeiro prémio, de cinco mil euros, foi atribuído a Elda Sousa, da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, que está a trabalhar na reabilitação da vegetação da cordilheira central da ilha da Madeira, nomeadamente o Pico do Areeiro, devastada pelos incêndios do verão de 2010.

Alexandra Cunha desenvolveu o projecto "Adopte uma pradaria marinha" (ADOPTE), com o apoio do Centro de Ciências do Mar do Algarve, onde é investigadora, para sensibilizar todos os portugueses e as entidades para a necessidade de parar a degradação destes habitats, e ganhou o segundo prémio, de três mil euros.

Pelo seu trabalho com o projecto "viveiro de plantas autótones", para a reflorestação da Mata dos Medos, na paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, Ana Sofia André recebeu o terceiro prémio, de dois mil euros.

«Depois dos incêndios, criámos um viveiro de sementes para cuidar e voltar a plantar espécies autóctones na natureza e já colocamos cinco mil plantas no terreno, estando mais de 10 mil à espera de ter tamanho adequado e de voluntários» para seguirem o mesmo caminho, explicou à agência Elda Sousa, à margem da cerimónia de entrega dos prémios.

Durante o processo de desenvolvimento das sementes, Elda Sousa tenta aproveitar o máximo de produtos reciclados. As sementes são plantadas em caixas de esferovite, utilizadas para transportar o peixe, e depois «transplantadas» para pacotes de leite transformados em «vasos».

O espaço do viveiro é cedido pelo hotel Jardins do Lago que também dá a terra e a água para a rega, como referiu a guia intérprete que dedica os seus tempos livres a semear plantas indígenas como loureiro, barbusano, aipo do gado ou estreleira.

Alexandra Cunha, que é presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), disse à Lusa que, na Ria Formosa, no Algarve, onde as pradarias são maiores, existem já 20 entidades «pais adoptivos», enquanto a Lagoa de Óbidos, embora só com uma pradaria, tem um consórcio de quatro instituições a defende-la.

Do contrato de adopção faz parte a obrigação de vigiar a pradaria, pelo menos, duas vezes por ano, e desenvolver acções de sensibilização sobre as pradarias marinhas.

«É muito importante defender estas plantas que vivem no mar e têm raiz, folhas, flores e frutos, num habitat que permanece» no mesmo local devido às suas raízes, referiu Alexandra Cunha.

O director geral da Yves Rocher Portugal, Vítor Brás, e o presidente executivo da Fundação Yves Rocher, Claude Fromageot, realçaram a importância das mulheres na conservação da natureza e defesa do ambiente, uma actividade que o grupo pretende incentivar.

Além do projeto Terre de Femmes, a Yves Rocher apoia a reflorestação em vários países, nomeadamente em França, Alemanha, Etiópia ou Portugal, onde, com a colaboração da Quercus, pretende plantar 175 mil árvores autóctones até 2014.

Fonte: Lusa


Notícias Associadas:

Agricultura pode constituir uma «almofada económica» para o país
Sociedade Civil sobre "Sobreiro: árvore nacional"
Floresta: Daniel Campelo exorta agentes a serem eficazes na utilização de verbas comunitárias
Vila Pouca de Aguiar: Corticeira Amorim planta 3.400 sobreiros
Brasil: Sociólogo português pede a Dilma Rousseff que não ratifique novo Código Florestal


Imprimir  Enviar a um amigo

Voltar atrás