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21-05-2013 21:28
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Enoturismo do Esporão mostra «que ainda vale investir» no sector em Portugal 

 

A secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, apontou o enoturismo alentejano da Herdade do Esporão, reaberto após remodelação, como exemplo das «oportunidades» de um sector, em Portugal, em que «vale a pena ainda investir».

«Este projecto é simbólico» porque, «mesmo atravessando o sector grandes desafios, está demonstrado que vale a pena ainda investir em turismo em Portugal e que é um sector onde há muitas oportunidades», assegurou.

A secretária de Estado do Turismo falava na cerimónia que assinalou a reabertura do Enoturismo da Herdade do Esporão, do empresário José Roquette, que investiu cerca de três milhões de euros na reformulação desta componente do seu projecto vitivinícola, em Reguengos de Monsaraz.

O enoturismo, pioneiro e inovador no Alentejo, quando abriu em 1997, sofreu obras de requalificação e tem por ambição passar a receber 35 mil visitantes por ano. Cecília Meireles considerou ainda o projecto «simbólico» por um segundo motivo, já que consegue aliar um sector, como é o caso do agrícola, mais concretamente a produção de vinhos, com a área do turismo.

«Não raras vezes esquecemos que sectores da economia que, à partida, podiam até ter muito pouco a ver uns com os outros, têm enorme e excelente capacidade de se potenciarem», disse.

E esta combinação, que cria um produto «completamente novo», assume especial importância no turismo, acrescentou. «Os projectos turísticos estão indissociavelmente ligados ao desenvolvimento regional e das populações e à criação, quer de riqueza, quer de postos de trabalho, em sítios que, muitas vezes, estão distantes dos grandes centros e sentem-se menos beneficiados», afirmou.

Por isso, «numa altura em que Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis das últimas décadas, vale a pena, às vezes, pararmos para nos concentrarmos naquilo que sabemos fazer e fazemos bem», argumentou a governante.

O turismo é, precisamente, um desses sectores, destacou a secretária de Estado: «Portugal é um dos maiores destinos mundiais de turismo e isso quer dizer que sabemos fazer turismo e que as pessoas se sentem bem no nosso país».

Quanto a José Roquette, também aludiu aos «dias difíceis» que Portugal «atravessa», mas frisou que, com o novo enoturismo, conclui-se «um ciclo de investimentos» na Esporão S.A., no Alentejo e no Douro, que envolveu «30 milhões de euros, nos últimos cinco anos».

E, «até 2014, continuou, estão previstos, pelos menos mais seis milhões de euros» de investimentos no Esporão, que, em 2011, já vendeu fora de Portugal «mais de 50 por cento» da produção.

Na estratégia da empresa vitivinícola que lidera, e que possui em Reguengos de Monsaraz «uma das maiores vinhas contínuas da Europa», com mais de 400 hectares, o enoturismo é «fundamental», assegurou o empresário, lamentando, contudo, que Portugal tenha despertado «tarde» para este potencial.

Fonte: Lusa


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