A ministra da Agricultura vai abordar na quarta-feira, no parlamento, os efeitos para Portugal da reforma da política agrícola comum, como o «previsível» fim das quotas leiteiras, disse à agência Lusa fonte do gabinete de Assunção Cristas.
Assunção Cristas, que na quinta-feira à noite participou no lançamento oficial da nova imagem dos vinhos da Adega Cooperativa de Vale de Cambra, comentou o estudo que a Federação das Cooperativas dos Produtores de Leite (FENALAC) divulgou esta semana.
Este estudo aponta no sentido de a reforma da política agrícola comum (PAC) vir a resultar numa redução de 81 por cento nas ajudas por hectare e numa diminuição de 46 por cento no rendimento líquido das explorações leiteiras.
«Temos estado a trabalhar com Bruxelas, com propostas concretas já apresentadas, procurando ter outros países que pensem como nós», declarou a ministra.
«Em relação ao sector do leite teremos grande atenção porque vamos deixar de ter o mecanismo das quotas leiteiras (…) previsivelmente, é o que vai acontecer», disse.
A governante disse, no entanto, estar empenhada no adiamento do fim das quotas e reconheceu que há outros países que se associaram a essa intenção, mas admitiu: «Dificilmente lá chegaremos porque é preciso uma maioria muito qualificada».
Assunção Cristas anunciou, por isso, que irá recorrer aos instrumentos disponíveis para assegurar que «o efeito porventura negativo» da medida seja «o menos nefasto possível para essa área». Quanto ao sector vitivinícola, Assunção Cristas mostrou-se mais optimista.
«Não diria que é garantido porque ainda não o está», afirmou, «mas muitos países estão connosco na defesa da manutenção dos direitos de plantação da vinha por mais algum tempo e isso dá-nos algum conforto, fazendo crer que este sector do vinho esteja com mais garantia de manter estas estruturas que ajudam ao mercado».
Fonte: Lusa