Fonte: Lusa
A agricultura é o setor com maior peso no universo cooperativo português, representando mais de metade do volume de negócios total, segundo contas do Instituto Nacional de Estatística e da cooperativa CASES.
Os dados referem-se a 2009 e indicam que, das 2. 390 cooperativas existentes em Portugal, 723 dedicam-se à agricultura, representando um volume de negócios anual de 4,3 mil milhões de euros num total de 7,9 mil milhões de euros.
As cooperativas agrícolas e o crédito agrícola representam 34 por cento do universo português e asseguram cerca de 14 mil empregos, tendo um peso significativo na comercialização das principais produções: 62 por cento no leite, 43 por cento no vinho, 36 por cento no azeite e cerca de 25 por cento nos frutos e hortícolas.
A habitação e construção e os serviços são o segundo e terceiro setor mais expressivo, com 424 e 393 cooperativas respetivamente. Seguem-se a cultura (211), a solidariedade social (190) e o ensino (111).
As pescas e o artesanato são os setores menos representativos, com 40 e 4 cooperativas, respectivamente.
Estima-se que 1,3 milhões de portugueses pertencem a uma cooperativa.
Em 2012 celebra-se o Ano Internacional das Cooperativas com um conjunto de eventos que visam, segundo as Nações Unidas, promover as cooperativas enquanto agentes de desenvolvimento económico e social das populações.
O setor cooperativo a nível mundial gera 100 milhões de postos de trabalho e tem três vezes mais membros do que os accionistas de empresas privadas.
A data é assinalada dia 19 de Julho com uma sessão comemorativa na Assembleia da República na qual participam três entidades cooperativas: a CONFAGRI (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola), a CASES (Cooperativa António Sérgio para a Economia Social) e a CONFECOOP (Confederação Cooperativa Portuguesa).
A CONFAGRI reivindica a revisão do enquadramento legal das cooperativas portuguesas, propondo três alterações: modelos de governação mais ágeis, maior flexibilidade no acesso ao financiamento externo e promoção de um maior envolvimento dos sócios.
A CONFAGRI reclama ainda mais apoios específicos às cooperativas, que “se confrontam com grandes dificuldades ou mesmo com a total impossibilidade de acederem aos programas e aos mecanismos de financiamento” e um programa de apoio à melhoria da competitividade das cooperativas agrícolas portuguesas.