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19-08-2017 06:33
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Descoberta de novas proteínas ajuda a compreender nemátodo do pinheiro 

 

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, liderada por Joana Cardoso, descobriu novas proteínas envolvidas na patogenicidade do nemátodo da madeira do pinheiro.

A descoberta constitui «mais um passo importante para a compreensão da doença da murchidão do pinheiro» (Bursaphelenchus xylophilus), afirma a Universidade de Coimbra (UC), numa nota enviada à agência Lusa.

Ao longo de três anos, «os investigadores estudaram duas espécies de nemátodes muito próximas: B. xylophilus, causadora da doença, e B. mucronatus», esta «uma espécie com características morfológicas e ecológicas semelhantes às de B. xylophilus, mas que não é patogénica», adianta a UC.

Reproduzindo em laboratório as condições do ambiente natural, os especialistas quantificaram e compararam as proteínas (enzimas) produzidas naturalmente pelas duas espécies de nemátodes e libertadas para o meio envolvente.

A equipa de investigadores descobriu que «a espécie B. xylophilus liberta uma quantidade muito maior de determinadas proteínas em comparação com B. mucronatus, podendo ser esta a causa para a sua patogenicidade», admite Joana Cardoso.

Ou seja, «o aumento da secreção destas proteínas é responsável pela destruição das células do pinheiro e consequente morte da árvore» explica a investigadora, citada pela UC.

«Das 422 proteínas quantificáveis nas duas espécies, 158 são libertadas em muito maior quantidade pela espécie B. xylophilus e que muito provavelmente estão relacionadas com a sua patogenicidade», esclarece Joana Cardoso.

Esta nova informação, «além de contribuir para desvendar os mecanismos envolvidos na doença da murchidão do pinheiro, será de grande utilidade para o desenvolvimento de novas estratégias de controlo do nemátode da madeira do pinheiro que constitui uma ameaça à economia europeia».

Os investigadores vão agora caracterizar e estudar a função destas «158 proteínas que são libertadas em maior quantidade, seleccionar as mais relevantes e estudar formas de as silenciar, isto é, de bloquear a sua função», refere a a UC.

O estudo, já publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature (http://www.nature.com/articles/srep39007), resulta de uma colaboração entre investigadores do Laboratório de Nematologia do Centro de Ecologia Funcional e da Unidade de Genómica e do Laboratório de Espectrometria de Massa Aplicado às Ciências da Vida do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC.

Fonte: Lusa


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