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28-04-2017 01:20
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Certificação já não é financiada por fundo florestal mas por apoio da União Europeia 

 

O secretário de Estado das Florestas explicou esta segunda-feira que o Fundo Florestal Permanente não financia a certificação florestal, uma ajuda agora contemplada nos apoios comunitários, salientando que «há ainda um longo caminho a percorrer» nesta área.

«O Fundo Florestal Permanente (FPF) não apoia actualmente a certificação, uma vez que esse apoio está contemplado, pela primeira vez, nos apoios comunitários do PDR2020», o Plano Programa de Desenvolvimento Rural, esclareceu Amândio Torres, em resposta a questões da agência Lusa.

Em Portugal, «há ainda um longo caminho a percorrer dado que apenas dispomos de cerca de 11 por cento da área florestal sujeita a sistemas de certificação», defendeu o governante.

O secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural defendeu que certificação «é um instrumento fundamental» para comprovar a origem sustentável do material lenhoso dos bens produzidos pela indústria florestal.

E estes sistemas são considerados no actual PDR2020, assim como o auxílio à elaboração de Planos de Gestão Florestal que também contribuem para aquele objectivo.

Embora de adesão voluntária, este é um processo «do interesse imediato dos agentes económicos das fileiras silvo industriais e, a prazo, de reconhecido interesse nacional», salientou o responsável governamental.

Recordou também que há cada vez mais preocupações ambientais e «existe uma tendência para que essa sensibilidade induza a adoção de maiores requisitos no controlo da utilização da madeira por parte do sector de transformação e comércio de madeiras e seus derivados».

Amândio Torres realçou ainda o papel dos Planos de Gestão Florestal que já abrangem 1,6 milhões de hectares, estando aberto o caminho para aumentar a área certificada.

«A adesão dos proprietários a sistemas de certificação está intimamente ligada à capacidade de lhes ser proporcionada uma melhor retribuição no valor da sua produção lenhosa por parte da indústria transformadora», sendo «essencial» que esta «descrimine positivamente na compra o material lenhoso certificado», defendeu.

Em Portugal, são dois os sistemas que certificam os produtores e empresas em termos de gestão sustentável de florestas - o FSC Portugal (do Forest Stewardship Council) e o PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification).

O FSC Portugal certificou cerca de 370 mil hectares de floresta, distribuídos por 25 certificados de gestão florestal, e o PEFC 256.884 hectares, com 110 certificados, de 708 proprietários, segundo a informação disponível nos seus sítios na internet.

Fonte: Lusa


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