Comissário europeu alerta para falta de prevenção de desastres em Estados-membros

Confagri 09 Fev 2018

O comissário europeu responsável pela gestão de crises alertou esta sexta-feira que há falta de prevenção em vários estados-membros, indicando que essa é uma das partes essenciais do sucesso do socorro às populações afetadas por desastres.

Christos Stylianides, que falava num seminário sobre o Mecanismo Europeu de Proteção Civil organizado pelo Instituto Sá Carneiro na Assembleia da República, em Lisboa, defendeu que todos os países da União Europeia devem ter planos próprios de avaliação de riscos. «O socorro também é prevenção e preparação», declarou, afirmando que, ao repensar o seu sistema de Proteção Civil, Portugal dá «um passo na direção certa».

O comissário europeu, que tem também a área da ajuda humanitária, considerou essencial que haja «uma cultura de prevenção em todos os Estados-membros» e mais responsabilidade a nível nacional, além de mais investimento na prevenção, para o que se pode contar com fundos estruturais europeus.

«Para o socorro funcionar, os nossos Estados-membros têm de reforçar as suas capacidades de prevenção e preparação», disse, garantindo que a Comissão Europeia está empenhada em ajudar e encorajar os estados membros.

No âmbito do RescEU, uma reserva de meios de proteção civil, como aviões e engenhos de combate a incêndios, o comissário europeu indicou que exercícios conjuntos são outra condição para se constituir uma verdadeira rede europeia de proteção civil.

Referindo-se ao caso português e às tragédias do centro do país no ano passado, o investigador da Universidade de Coimbra Domingos Xavier Viegas indicou que foram fogos de tal intensidade que os bombeiros, só por si, não conseguiam extingui-los por mais meios que tivessem.

O comportamento do fogo de Pedrógão Grande, em junho do ano passado, ajudado por uma trovoada e por se juntarem duas grandes frentes numa super-frente, é um exemplo de um incêndio dos que «nem sempre é possível extinguir». «As pessoas não compreendem isto», admitiu, acrescentando que a responsabilidade das populações na limpeza do espaço em volta das casas não é geralmente cumprida.

Entre as medidas de prevenção que o Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais analisa, estão a criação de fossos de água para servir de escudo a casas e aldeias e a construção de «casas seguras» onde as pessoas se possam refugiar, referiu.

A segunda comandante nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Patrícia Gaspar, afirmou que as «lições aprendidas» com os incêndios do «ano excecional» que foi 2017, que fizeram mais de cem mortos, vão servir para as decisões a tomar na próxima época de incêndios.

Patrícia Gaspar destacou a competência dos bombeiros portugueses, que «combatem com sucesso milhares de fogos todos os anos» e manifestou o empenho da proteção civil portuguesa no mecanismo europeu de proteção civil.

O deputado europeu do PSD Paulo Rangel defendeu que a proteção civil tem que estar nos programas das escolas, como antes aconteceu quando se introduziu a prevenção rodoviária.

Fonte: Lusa

Balcão Verde

Balcão de Atendimento aos Agricultores.
Com o RURALSIMPLEX é possível junto das estruturas locais - Cooperativas Agrícolas, Caixas de Crédito Agrícola, Associações de Agricultores e outras entidades com o protocolo específico agrupadas na CONFAGRI - atender Agricultores e prestar-lhes serviços de qualidade.

Aceder ao Balcão Verde Acesso reservado
Newsletter e Alertas

Receba alertas das notícias que mais interessam no setor agrícola: Legislação, Programas e Incentivos, Formação Profissional, Produtos e Iniciativas, Cooperativismo e todas as novidades relacionadas com a sua atividade profissional. Subscreva a newsletter CONFAGRI