Comunicado da Proleite

Confagri 09 Ago 2018

 

Governo devia ter um papel mais ativo na defesa da produção nacional de leite, a exemplo do que aconteceu em Espanha, assim como a promoção de uma cadeia de valor mais equilibrada, nomeadamente no que respeita à postura da Grande distribuição.

 

Estando prevista para amanhã uma manifestação de Produtores de leite, promovida por um Associação dita representativa dos mesmos, entende a PROLEITE esclarecer o seguinte:

  1. Desde logo clarificar que tal Associação não representa os Produtores da PROLEITE, os quais sendo Produtores Cooperativos têm o direito de expressar as suas opiniões quanto à gestão da Cooperativa nos locais institucionalmente previstos para o efeito.
  1. O excesso da produção de leite na UE e em Portugal configura uma situação estrutural, sendo que a persistência do atual elevado nível de produção colocará em causa a sustentabilidade económica da atividade em Portugal.
  1. Nos últimos anos, a produção de leite em Portugal tem sido sustentável devido ao modelo implementado há mais de 20 anos no setor, que passou pela constituição da Lactogal, por parte das cooperativas Agros, Proleite e Lacticoop, uma sociedade que visa a transformação e valorização de todo o leite entregue pelas cooperativas (fosse ou não absorvido pelo mercado) e pela sua valorização através das marcas sob as quais os produtos são comercializados.
  1. Desde 2015, data do fim das quotas leiteiras na UE, que a questão do excesso de leite se tem vindo a agudizar. A produção de leite na Europa aumentou, o arquipélago dos Açores atingiu em 2017 o pico máximo de produção, o consumo sofreu uma alteração estrutural e, finalmente, mais recentemente o mercado espanhol fechou-se por força de medidas protecionistas (o qual escoava 100 milhões de litros ano de leite português).
  1. Por tudo isto, tornou-se imperioso reduzir a produção de leite em Portugal. A PROLEITE, em conjunto com os seus Produtores, está a trabalhar nesse sentido desde o início do ano, procurando minimizar os efeitos negativos na rentabilidade da produção de leite e indo ao encontro das expectativas dos seus cooperadores.
  1. Recentemente, porque a comercialização da produção de leite prevista para o ano de 2018 se revelava impossível, todas as cooperativas assumiram com a Lactogal o compromisso de reduzir a produção de leite até ao final de 2019 em 60 milhões de litros (evitando situações dramáticas registadas com outros operadores de não recolha da produção). Trata-se de um compromisso cuja forma de implementação ficou no âmbito de responsabilidade de cada uma das cooperativas, como de resto acontece com o tema da fixação exata do preço.
  1. A propósito do preço, importa também retificar que a redução de 1 cêntimo €/litro decidida unanimemente na passada semana, aplica-se à entrega de leite das cooperativas à Lactogal, sendo que a PROLEITE efetuou um esforço significativo possibilitando que a quebra de remuneração do leite aos seus produtores seja inferior a 0,5 cêntimos € /litro.
  1. Finalmente, de sublinhar que o governo devia ter aqui um papel mais ativo na defesa da produção nacional, a exemplo do que aconteceu em Espanha, assim como a promoção de uma cadeia de valor mais equilibrada, nomeadamente no que respeita à postura da Grande distribuição.

 

Oliveira de Azeméis, 08 de agosto de 2018

O Conselho de Administração da Proleite

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