Marinha Grande já plantou cerca de 40 mil árvores no Pinhal de Leiria

Confagri 11 Out 2018

O Município da Marinha Grande já plantou cerca de 40 mil árvores no Pinhal de Leiria, depois do incêndio que consumiu mais de 80 por cento da Mata Nacional, nos dias 15 e 16 de outubro de 2017.

Um ano depois do fogo, a presidente do Município da Marinha Grande, Cidália Ferreira, afirmou à agência Lusa que assim tomou posse assumiu o compromisso de fazer a plantação de pinheiros em igual número ao de habitantes do concelho: «Aproximadamente 40.000 árvores».

«Essa ação de reflorestação aconteceu em março, a que se juntaram outras tantas árvores oferecidas pela cidade de Fontenay-Sous-Bois, com quem é geminada a Marinha Grande. Além disso, a Câmara Municipal acompanhou e colaborou com diversas entidades e empresas, do setor público e privado, que quiseram associar-se, no âmbito da sua responsabilidade social, a esse gesto de reflorestação do Pinhal do Rei», adiantou. No entanto, admitiu que a «área já replantada é insignificante face à dimensão da área ardida», pelo que considerou que «há ainda um longo caminho a percorrer».

Recordando que durante o verão não se podem fazer plantações, a autarquia afirma que já foi contactada por algumas entidades para novamente prestar colaboração quando for possível retomar as plantações, interrompidas durante a época do tempo seco.

«A responsabilidade primeira da reflorestação do Pinhal do Rei é do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), enquanto entidade pública que faz a gestão desta Mata Nacional. Apesar de mantermos uma relação institucional saudável, e acompanharmos algum do seu trabalho, a verdade é que não temos conhecimento de todo o trabalho realizado», sublinhou.

O Município da Marinha Grande compreende «alguma insatisfação generalizada por parte da população e de alguns grupos mais ativistas», por não ser visível a reflorestação, mas constatou que as «pressas dão em devagar, por vezes, e, no caso, podem dar em erros que se podem vir a pagar caro no futuro».

«Confiamos que o trabalho que o ICNF está a fazer acautela o futuro do Pinhal do Rei, corrigindo erros do passado e implementando novas estratégias de defesa deste Património Natural e Ambiental essencial ao equilíbrio e ao desenvolvimento do território», frisou.

Parte dos danos causados em equipamentos e infraestruturas municipais já foram recuperados, mas ainda decorrem «projetos e procedimentos» para concluir a reposição das estruturas afetadas.

«Em prejuízos diretos estimamos um valor aproximado de 700 mil euros. Mas há que somar a estes os prejuízos indiretos, nomeadamente aqueles que são causados pelo uso intensivo das nossas estradas para o transporte da madeira e deslocação de maquinaria pesada para as ações de limpeza e reflorestação», revelou.

Segundo a responsável, «este é um prejuízo que tem também de ser forçosamente considerado», por se tratar de «danos em pavimentos, calçadas e até mesmo em infraestruturas enterradas (redes de águas e saneamento)».

Os incêndios que deflagraram em outubro de 2017 revelaram a falta de licenciamento em várias habitações e anexos da freguesia de Vieira de Leiria, pelo que, perante «constrangimentos legais inultrapassáveis», a Câmara afirmou estar impedida de poder atribuir subsídios para a sua reconstrução.

Fonte: Lusa

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