Projeto “Douro à volta do mundo” ajudou a abrir o interior a novos mercados

Confagri 04 Set 2017

O projeto “O Douro à volta do mundo – Magellan World” terminou em Le Havre, França, e com um balanço «positivo muito» depois de dois anos a abrir as portas do interior a novos mercados e negócios.

«As nossas empresas têm de pegar nestas oportunidades e transformá-las em negócio, porque nós abrimos um conjunto de portas. Tentamos convergir os interesses comerciais dos nossos membros e da região, fazer a promoção da região fora de portas e captar investimentos», afirmou hoje à agência Lusa Alberto Tapada, da Associação dos Empresários Turismos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR).

O “Magellan World” foi promovido pela AETUR, com sede em Vila Real, e resultou de uma candidatura ao Programa Norte 2020 de cerca de 790 mil euros, com uma comparticipação comunitária de 671 mil euros.

Depois de ações de promoção no Brasil, Uruguai e Argentina e de levar ao Douro vários jornalistas, bloggers e operadores turísticos, a cidade portuária de Le Havre acolheu a última ação de promoção no âmbito do projeto, que decorreu a bordo do navio-escola sagres.

«Os objetivos que nós tínhamos proposto foram ultrapassados em termos do projeto e da candidatura. Em ações de promoção externa mais que duplicamos aquilo a que estávamos comprometidos em termos de candidatura», salientou.

Alberto Tapada afirmou que, dois anos depois do arranque do projeto, «há vários negócios que estão a ser feitos» quer a nível do agroalimentar, com destaque para os vinhos, quer na área do turismo.

«O país mais ágil a fazer negócios surpreendentemente foi o Uruguai, que era um país que não estava previsto nós irmos inicialmente. Este país abriu-nos um pouco os olhos em relação a fórmulas inovadoras de gerir e tratar negócios à escola global», frisou.

Segundo o responsável, estão a ser criadas plataformas que ajudem a simplificar o sistema de distribuição, sobretudo dos produtos agroalimentares, no mercado da América do Sul. Um grande entrave às exportações portuguesas são as acentuadas taxas praticadas em países, como por exemplo, o Brasil.

«Criamos uma bolsa de oportunidades de investimento na nossa região para cidadãos brasileiros que procuram cada vez mais Portugal como a segunda residência. Isso é outra área de negócio que está no ar que é preciso aproveitar», acrescentou.

No âmbito do projeto foi assinado um protocolo com a Braztoa – Associação Brasileira das Operadores de Turismo, que, segundo o dirigente, vai permitir um acesso mais rápido a este mercado e ao desenvolvimento de negócios com as empresas.

A AETUR firmou ainda uma parceria com a Marinha Portuguesa, que possibilitou que o navio-escola Sagres recebesse duas ações de promoção do Douro e de Trás-os-Montes, uma no porto de Santos (Brasil) e outra em Le Havre (França), onde o “Magellan World” terminou «num ambiente de festa» a promover os produtos, a cultura e as paisagens do território interior de Portugal.

No entanto, segundo Alberto Tapada, o objetivo é continuar na senda de Magalhães e, para isso, vai ser delineada mais uma candidatura a fundos comunitários. A ideia é ligar o projeto às comemorações dos 500 anos da viagem de circum-navegação realizada entre 1519 e 1522 e que foi liderada por Fernão Magalhães.

Fonte: Lusa

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