Seminário Apícola. Um setor em desenvolvimento

Confagri 01 Out 2018

O Seminário Apícola, organização da FENAPÍCOLA com o apoio da CONFAGRI, decorreu na passada sexta-feira na sede da Confederação, em Lisboa, num encontro que contou com a presença de importantes atores do setor.

O que o consumidor deve saber sobre a qualidade dos produtos apícolas, Gestão Integradas de Apiários nos sistemas Agro-Florestais e a importância da tecnologia na Apicultura foram alguns temas em debate, desenvolvidos pelo Professor Paulo António Russo Almeida da UTAD, Engenheira Joana Godinho do INIAV e o Engenheiro Nuno Mendes da Apistech, respetivamente.

Paulo António Russo, da UTAD, com uma intervenção dirigida sobretudo ao consumidor, começou por indicar que a definição de mel é a única para este produto aquando a sua escolha, assinalando que a qualidade do mesmo está na capacidade de cumprir as expectativas do consumidor. Esta é uma tarefa do apicultor, da localização do apiário, da flora e, por fim, apenas o facto de ter como atividade a de apicultor, o que garante um produto de ótima qualidade. O Professor Paulo Russo lembrou que a legislação não obriga a indicação de origem, sendo atualmente difícil identificar qualquer falsificação.

O mel é um alimento energético e não proteico e quanto à segurança, António Russo afirma que não existe risco zero. Os produtos provenientes da atividade apícola são o mel, cera, pólen, pão de mel, própolis, geleia real e veneno de mel e cada apicultor produz dois enxames/ano por cada cinco colónias.

Na temática “Gestão Integradas de Apiários nos sistemas Agro-Florestais, Joana Godinho do INIAV falou da valorização apícola dos sistemas florestais. A Engenheira sublinhou que a apicultura é uma atividade economicamente valorizada, totalizando 10860 apicultores, 33876 apiários e 710219 colónias. A mesma assinala um valor económico crescente de 25 por cento no último triénio, ultrapassando o Valor Bruto Produtivo os 71 milhões de euros.

O encerramento contou com a presença do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, que destacou a capacidade de resiliência do setor perante tantas contrariedades, como os incêndios e seca. O responsável referiu que a apicultura nacional em 2015/2016 produziu 14 mil toneladas, mas reduziu para 10 mil toneladas em 2016/2017, não deixando de assinalar o aumento de colmeias de 600 para 700 mil.

O Presidente do Conselho de Administração da FENAPÍCOLA (Federação Nacional de Cooperativas Apícolas e de Produtores de Mel), Albino Gaspar, agradeceu às cooperativas associadas da Federação pelo seu empenho e dedicação na organização da Semana Apícola, para além dos seus sócios e apicultores que confiam nas cooperativas.

Albino Gaspar referiu ainda o apoio técnico, logístico e administrativo prestado pela CONFAGRI, considerando ser essencial para o sucesso da FENAPÍCOLA, que para o próximo ano tem como objetivos estabelecer protocolos com fundos imobiliários, florestais e de investimento em gestores de áreas agrícolas e florestais, realizar candidaturas a projetos de inovação tecnológica e, por fim, promover o mel nacional, com melhorias na legislação e também com a criação da marca mel.pt.

Por seu lado, o Presidente da CONFAGRI, Manuel dos Santos Gomes, felicitou a FENAPÍCOLA não apenas pelo seminário mas pelas diversas iniciativas ao longo da Semana Apícola, que assim demonstra a sua ambição e o seu dinamismo no desenvolvimento deste setor».

Santos Gomes não deixou de registar a boa cooperação entre a CONFAGRI e as suas Federações associadas, considerando ser um fator da maior relevância para o reforço do setor cooperativo português, sendo que muita da criação de Valor Acrescentando nas fileiras agroalimentares passa pelo mesmo, como é o caso do vinho, do leite, azeite, frutas e, por conseguinte, também do mel.

O responsável reiterou a disponibilidade da CONFAGRI para o diálogo com o Governo, «no sentido de encontrarmos as soluções mais adequadas para as inúmeras dificuldades que afetam os apicultores portugueses, bem como os produtores agrícolas, florestais e as suas organizações».

Manuel dos Santos Gomes afirmou que a nova reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e o futuro quadro de apoio para Portugal, «são oportunidades para se fazer mais e melhor em favor da agricultura e dos territórios mais desfavorecidos».

O Presidente concluiu com duas breves notas e não menos importantes, como a necessidade de se definir um Programa de Apoio ao Reforço da Capacidade Técnica e de Gestão das Cooperativas Agrícolas e o facto da CONFAGRI e toda a sua estrutura associada, nomeadamente a FENAPÍCOLA, serem essenciais para a boa concretização dessas oportunidades.

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