Retrato da Mulher no Sector Cooperativo Português

Confagri 20 Jul 2021

O artigo divulgado aqui é parte integrante da última edição da Revista Espaço Rural da CONFAGRI.

Excerto do artigo.

Na sequência do Estudo divulgado pela CASES referido anteriormente, a CONFAGRI entendeu por bem recolher testemunhos de algumas das mulheres que desempenham cargos de Presidente e Gestora/Diretora-Geral no Universo do Sector Cooperativo ligado à CONFAGRI, e que têm desenvolvido, ao longo dos anos, um trabalho de grande destaque em prol do sector e das suas respetivas Instituições, deixando a opinião, na primeira pessoa, e dando um rosto, a alguns destes casos.

Nesse sentido, iremos apresentar de seguida o testemunho de Celeste Patrocínio, Presidente da Adega Cooperativa de Ponte de Lima, de Manuela Ferreira, Presidente da Cooperativa Agrícola da Anadia, de Margarida Furtado, Diretora-Geral da Cooperativa Agrícola de Barcelos, de Filomena Coelho, Gestora da Cooperativa Agrícola do Bebedouro, de Maria da Guia – Gestora da Cooperativa Beira Central e de Patrícia Fernandes, Gestora da Cooperativa Agro-Pecuária dos Agricultores de Mangualde, a quem agradecemos toda a colaboração e disponibilidade demonstrada para com esta iniciativa levada a cabo pela Revista Espaço Rural da CONFAGRI.

Como encara o Cooperativismo e o que significa para si desempenhar funções no Sector Cooperativo Agrícola?

Celeste Patrocínio – Com otimismo, mas também com alguma preocupação. Sobre o papel crucial das Cooperativas no desenvolvimento económico e social há
estudos aprofundados e trabalhos realizados por investigadores e especialistas de reconhecido mérito e elevada competência, nomeadamente no âmbito da CONFAGRI.

Manuela Ferreira – Tem sido com enorme orgulho que tenho vindo a desempenhar, há já vários anos, funções de Presidente da Direção na Cooperativa Agrícola de Anadia. Tem sido para mim uma experiência bastante enriquecedora a vários níveis.

Margarida Furtado – O Cooperativismo é um sistema organizativo capaz de ligar a economia e a sociedade como formas de evolução humana. No Cooperativismo há espaço para todos, independentemente das ideias de cada um. Respira-se tolerância e respeito pela liberdade individual.

Filomena Coelho – A pequena agricultura de subsistência dos anos 50 e 60 padecia de inúmeros males, e juntar estas pequenas e pobres iniciativas numa Organização Cooperativa, foi a melhor forma de dar força e visibilidade a este meio rural e ajudar a resolver as profundas debilidades das famílias.

Maria da Guia – Vejo o Cooperativismo, como uma ideologia muito bem “meditada” em 1844 pelos Pioneiros de Rochedalle em plena revolução industrial, onde perceberam que unidos conseguiam obter mais benefícios. Já nessa data faziam parte dos 28 pioneiros algumas mulheres.

Patrícia Fernandes – O Sector Cooperativo Agrícola tem tido a capacidade de se reinventar, tornando evidente que, juntos, um pequeno grupo de produtores pode ganhar escala, organização e capacidade negocial, projetando assim uma força maior à suas produções. 

 

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