
“A Igualdade na Agricultura Faz a Diferença” por Nuno Serra
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No âmbito do Ano Internacional da Mulher Agricultura – e enquanto membro do Comité Económico Social Europeu – Nuno Serra adverte que é urgente promover a igualdade de gênero em prol do progresso social e económico, dentro e fora do setor agroalimentar.
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Nas palavras do nosso Secretário-Geral, “ao apoiar as mulheres agricultoras, estamos a investir num futuro mais estável, justo e sustentável, sobretudo em regiões onde a insegurança alimentar continua a ser uma batalha diária.”.
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A IGUALDADE NA AGRICULTURA FAZ A DIFERENÇA .
Um pouco por todo o mundo, as mulheres continuam a enfrentar barreiras sociais e culturais que limitam a sua autonomia e reconhecimento — uma realidade que persiste também no setor agroalimentar. . Quando confrontados com o facto de, em 2021, as mulheres representarem cerca de 41% da mão-de-obra agroalimentar global, é desconcertante constatar que lhes sejam negadas condições igualitárias no acesso à terra, à educação e ao financiamento, elementos essenciais para que possam fazer crescer a sua profissão condignamente. . Num mundo cada vez mais díspar, torna-se urgente alimentar uma ideia universal que promova a justiça e a equidade, sobretudo, no que toca a promover algo que, há tantos anos já se deveria ter conquistado em prol do progresso social e económico: a igualdade de gênero. . Neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, a ONU e a FAO desafiam-nos a reconhecer o papel indispensável das mulheres nos sistemas agroalimentares, no fortalecimento das comunidades rurais e na garantia da segurança alimentar global. . Assim, cabe-nos a todos ecoar uma mensagem una: fortalecer o papel da mulher é mais do que proferir discursos bonitos, é agir no sentido de promover políticas públicas mais inclusivas que não só reforcem o acesso equitativo a recursos, bem como que capacitem as nossas agricultoras, no sentido de construir um futuro mais justo, sustentável e equilibrado, onde ninguém é deixado para trás. . Tenhamos, assim, a lucidez de compreender que a emancipação feminina não representa uma ameaça, mas sim uma aliança e oportunidade que a todos nos trará benefícios: ao apoiar as mulheres agricultoras, estamos a investir num futuro mais estável, justo e sustentável, sobretudo em regiões onde a insegurança alimentar continua a ser uma batalha diária. . Juntos, podemos — e devemos — fazer a diferença. Tenhamos essa coragem. . |
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Artigo publicado originalmente AQUI.
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