Agricultura assinala Ano Internacional da Sanidade Vegetal

Confagri 17 Fev 2020

Fonte: portugal.gov.pt

O Ministério da Agricultura assinalou a abertura do Ano Internacional da Sanidade Vegetal – 2020, em Lisboa. Uma sessão organizada em colaboração com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e que também fica marcada pelo encerramento do Centenário da DGAV. O evento contou com as presenças da Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, e do Secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Nuno Russo.

Recorde-se que 2020 será o Ano Internacional da Fitossanidade (Sanidade Vegetal). A data foi decidida a 20 de dezembro pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), uma iniciativa conjunta da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Secretariado do International Plant Protection Convention (IPPC).

Durante a sessão de encerramento, a Ministra da Agricultura lembrou que a FAO estima que até 40% das culturas alimentares sejam perdidas anualmente devido a pragas e a doenças que afetam plantas: «Um número que nos faz pensar e que, hoje, nos traz aqui. Um número que nos permite perceber que há muito trabalho pela frente. Trabalho, esse, que não cabe num ano, bem sabemos. Trabalho, esse, que há muito é desenvolvido e que, estou certa, ganhará mais eco neste que será o Ano Internacional da Sanidade Vegetal».

Maria do Céu Albuquerque apelou «ao carácter universal desta luta que é de todas e de todos». «E, em 2020, Ano Internacional da Sanidade Vegetal, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, Portugal volta a dizer “presente”, tal como em 1881, quando esteve na génese do primeiro acordo internacional que estabeleceu normas para evitar a dispersão da filoxera, que dizimava as vinhas nacionais e europeias», acrescentou.

«Temos de estar conscientes de que, tal como acontece com a saúde humana ou animal, a prevenção também é o melhor remédio no que à proteção das plantas diz respeito. E sensibilizar para os efeitos devastadores que as emergências fitossanitárias têm na agricultura, na floresta e também nos ecossistemas naturais faz parte deste caminho, pois só assim será possível materializarmos a dimensão de algo que, sim, traz consequências para todas e para todos», afirmou.

A Ministra da Agricultura referiu que «Nesta senda, o Pacto Ecológico Europeu e a estratégia “Farm to Fork” vão determinar as linhas da Política Agrícola Comum pós-2020 e do futuro do setor; um setor que, já hoje, procura adaptar-se em prol de uma resposta aos desafios que marcam a atualidade e que derivam, designadamente, das alterações climáticas; um setor que, sendo tão ligado à natureza, é um dos mais expostos aos efeitos que, nos dias que correm, já não podemos negar; um setor que, estando na base do sistema de alimentação, tem de manter um foco constante nas garantias de segurança e qualidade do que produz».

Maria do Céu Albuquerque lembrou que Portugal assumirá a presidência do Conselho da União Europeia (UE) no 1.º semestre de 2021: «Este será um período crucial e em que temos o dever de mobilizar esforços na construção de soluções também no que toca a este desafio do qual depende o equilíbrio do sistema alimentar. Num mercado cada vez mais global, são muitas as oportunidades, mas também são grandes os desafios que se colocam aos nossos agricultores e, consequentemente, a esta área governativa e aos serviços que tutela. É por isso essencial dispormos de formas cada vez mais eficazes de proteção fitossanitária, que não comprometam os objetivos que devemos prosseguir na salvaguarda do Ambiente e da saúde do ser humano, dos animais e das plantas. E, num tempo em que a inovação é uma ferramenta ao nosso dispor, apostemos nela, assim como na aliança à investigação, na construção de conhecimento aplicável e na capacitação daqueles que intervêm no setor».

Neste sentido, a área de governação da Agricultura está já a trabalhar na Agenda de Inovação. A Ministra com a pasta da Agricultura lembrou que todos os intervenientes (agricultores, parceiros, empresários) estão a ser ouvidos por todo o País.

«Queremos que esta agenda reflita os anseios e corresponda às expectativas de quem trabalha neste e por este setor. Queremos que todas e todos se identifiquem com o que será um compromisso em prol da afirmação do setor da Agricultura. Queremos que esta Agenda da Inovação seja também uma parte evidente nesta luta que hoje aqui assinalamos: a luta pela sanidade vegetal, da qual o nosso setor também depende», disse.
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