Carne Cachena já tem Real Confraria e chefs estrelas Michelin como confrades

Confagri 01 Mar 2018

A excelência da Carne Cachena e a necessidade de preservar e valorizar este produto endógeno de Arcos de Valdevez levou à criação da Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena.

Aprovados os estatutos da Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena, a associação deverá estar formalmente constituída dentro de três meses. A garantia foi avançada ontem pelo presidente da câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves. Aprovados os estatutos, há agora um conjunto de procedimentos jurídicos que é preciso cumprir, mas pensamos dentro de três meses estar em condições de apresentar a Real Confraria Gastronómica da Carne Cachena.

A carne de vaca Cachena, com denominação de origem, protegida desde 2002, tem conquistado cada vez mais apreciadores fora da região, nomeadamente Chefs de restaurantes com Estrelas Michelin. Um facto sublinhado pelo autarca arcuense que aproveitou para ficar com as referências dos Chefs, tornando-os primeiros confrades desta Real Confraria.

João Manuel Esteves falava aos jornalistas, momentos antes de uma degustação de propostas gastronómicas com carne cachena, que decorreu na Epralima, afirmou o papel preponderante deste produto endógeno na economia local. A pecuária é um dos sectores agrícolas que mais contribui para a fixação da população; a criação de rendimento para os produtores e tudo o envolve, desde os restaurantes, o turismo e uma ementa praticamente toda baseada na carne cachena.

Conquistada a Maravilha de Sistelo, João Manuel Esteves adiantou que é objectivo do município candidatar, este ano, a Carne Cachena às Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa. A edição 2018 do concurso tem como tema principal Portugal à mesa.

A vaca cachena da Peneda é a mais pequena raça bovina portuguesa e uma das mais pequenas do mundo. O animal atinge uma altura máxima de 110 centímetros e sobrevive ao frio nas serras da Peneda, Soajo e Amarela, no Parque Nacional da Peneda Gerês. A sua carne distingue-se por ser suculenta, tenra, de cor rosácea clara, com uma consistência firme, ligeiramente húmida e com pouca gordura intramuscular. José Gonçalves, presidente da Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, entidade que gere a denominação de origem da carne Cachena da Peneda, destacou o aumento da produção daquela espécie para dar resposta à crescente procura que se tem registado nos últimos 8 anos. Há cerca de 8 anos, produzíamos 6 a 7 animais por ano. Actualmente, produzimos 400 para dar resposta à procura do mercado, disse José Gonçalves.

Fonte: Correio do Minho

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