Diretor Regional da Agricultura: Certificação dos matadouros é contributo para valorizar carne dos Açores

Confagri 03 Abr 2019

O Diretor Regional da Agricultura afirmou, na ilha Terceira, que a certificação dos matadouros dos Açores pela norma ISO 22.000, relativa à qualidade e à segurança alimentar, é mais um contributo para valorizar a carne e continuar a alavancar a competitividade desta fileira.

«Em causa está uma certificação que fará com que os matadouros da Região fiquem normalizados relativamente às práticas de segurança alimentar, higiene, bem como boas práticas de laboração», referiu José Élio Ventura, acrescentando que, desse modo, «será possível responder às exigências dos clientes, bem como possibilitar a abertura de novos mercados para um produto de excelência, como é a carne dos Açores».

O Diretor Regional da Agricultura falava na cerimónia de entrega da certificação do Matadouro da Ilha Terceira pela norma ISO 22.000, um processo voluntário que visa a obtenção de reconhecimento externo e que importa liderar para fazer face às exigências dos novos tempos.

Para José Élio Ventura, esta certificação acarreta um grande simbolismo, pelo facto de o Matadouro da Ilha Terceira ser o primeiro na Região a receber este tipo de certificação.

O Diretor Regional reafirmou que o Executivo pretende concluir o processo de certificação de todos os matadouros dos Açores ao nível da segurança e da qualidade alimentar até ao final da presente legislatura, sendo que, em breve, também os matadouros de Santa Maria e do Pico irão receber igual certificação.

José Élio Ventura considerou que a fileira da carne nos Açores deve explorar e apostar mais nos nichos de mercado, como seja a produção de carne biológica ou com o selo de Reserva da Biosfera, no caso das Flores, Corvo, Graciosa e São Jorge, porque se pode traduzir numa maior valorização do produto e mais rendimento para os produtores.

«O futuro do sector da carne passa, ainda, por reforçar a desmancha da carne nos matadouros dos Açores, para aumentar a expedição de carne já em peças, sendo que o grande objetivo deverá ser expedir carne já em formato final de consumo», frisou, acrescentando que cabe à produção apostar na melhoria da conformação das carcaças e garantir um regular fornecimento de carne aos mercados.

Relativamente à Terceira, salientou que a ilha cresceu mais do que o total do arquipélago em termos de carne de bovino expedida para fora da Região, ou seja, entre 2018 e 2017 registou-se um aumento de 19,3 por cento, enquanto o total dos Açores atingiu cerca de 15 por cento.

Em 2018, foram abatidos nos matadouros dos Açores e aprovadas para consumo quase 73 mil carcaças de bovinos, o que corresponde a um aumento superior a 30 por cento nos últimos cinco anos.

Fonte: Agricultura e Mar Actual

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