Estatísticas Agrícolas – 2021

Confagri 22 Jul 2022

Fonte: INE

PRODUÇÃO VEGETAL – ANO AGRÍCOLA 2020/2021

O ano agrícola 2020/2021 em Portugal continental caraterizou-se em termos meteorológicos como quente e seco.

A produção de cereais de Outono/Inverno foi de 189,2 mil toneladas, uma das mais baixas dos últimos 35 anos (apenas superior às campanhas de 2005, 2011 e 2012), reflexo de uma redução quase generalizada em todas as espécies.

A produção de cereais de Primavera/Verão aumentou 10,3% no milho e 32,5% no arroz.

A quantidade rececionada de tomate para a indústria atingiu 1,591 milhões de toneladas (1,255 milhões de toneladas na campanha anterior) devido a produtividades historicamente elevadas, próximas das 100 toneladas por hectare.

A produção de maçã alcançou as 368,2 mil toneladas, a segunda colheita mais produtiva dos últimos 35 anos (apenas ultrapassada pela de 2019, com 370,7 mil toneladas).

A produção de pera registou um valor de 225,4 mil toneladas, refletindo um acréscimo de 72% face à campanha anterior (uma das piores da última década).

A produção de kiwi ultrapassou pela primeira vez as 55 mil toneladas, o que corresponde a um aumento de 21,0%, face à campanha anterior.

A campanha da cereja foi a mais produtiva dos últimos 49 anos, maioritariamente devido à inédita produção das variedades de estação/tardias.

A entrada em produção de novos amendoais intensivos contribuiu para um aumento de produção de 31,1%, atingindo as 41,5 mil toneladas de amêndoa.

A produção de castanha registou uma quebra de 11,9% devido ao surto de septoriose desencadeado pela ocorrência de vários períodos de precipitação e de temperaturas médias relativamente baixas durante o final de julho e princípio de agosto.

A produção de vinho aumentou 14,7%, alcançando os 7,2 milhões de hectolitros, volume superior à vindima de 2020 (6,3 milhões de hectolitros) e à média dos últimos cinco anos (6,4 milhões de hectolitros).

A produção de azeite disparou para um máximo histórico de 2,29 milhões de hectolitros (+49% que em 2019, o segundo melhor registo desde 1915) em resultado de condições meteorológicas favoráveis, conjugadas com o aumento da importância dos olivais intensivos de regadio e com o facto ter sido um ano de safra.

PRODUÇÃO ANIMAL – 2021

A produção total de carne situou-se nas 911 mil toneladas, refletindo um aumento de 1,0%, face a 2020.

A carne de reses (inclui a carne de bovinos, suínos, ovinos, caprinos e equídeos), registou uma ligeira subida (+ 0,8%) atingindo as 498 mil toneladas.

A produção de carne de animais de capoeira (inclui galináceos, perus e patos) ascendeu a 398 mil toneladas, um acréscimo de 1,3%, face ao ano anterior.

As produções de carne de bovino (103 mil toneladas), ovino (15,9 mil toneladas) e caprino (1,3 mil toneladas), mostraram, face a 2020, acréscimos de 5,3%, 9,0%
e 14,8%, respetivamente.

As 377 mil toneladas de carne de suíno indicam praticamente uma manutenção do volume total relativamente ao ano anterior (-0,7%).

A produção bruta de carne de frango registou um nível semelhante a 2020 (+0,8%), tendo-se situado nas 313 mil toneladas, a carne de peru (55,0 mil toneladas) aumentou 3,8% e a de pato (10,4 mil toneladas) cresceu 1,1%.

A produção bruta de ovos de galinha foi 142 mil toneladas, o que representou uma redução de 2,9% face ao ano anterior, com o volume de ovos para consumo (122 mil toneladas) inferior em 3,5% e o de ovos para incubação (20,4 mil toneladas) com uma variação pouco significativa (+0,8%).

O total de leite contabilizou 2 029 milhões de litros, correspondente a menos 0,5% relativamente ao ano 2020, com o volume de leite de vaca (1 928 milhões de litros) a apresentar uma ligeira variação negativa (-0,4%) e os leites de ovelha e cabra também com ligeiros decréscimos de 0,5% e 1,6%, respetivamente.

A produção da indústria de lacticínios nacional resultou num menor volume total de produtos lácteos em 2021, evolução que ficou a dever-se à redução ocorrida nos produtos frescos, sobretudo no leite para consumo, que diminuiu 6,2% face a 2020. Contrariamente, os produtos transformados registaram um maior volume de produção, nomeadamente o queijo de vaca e o leite em pó.

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