Energias renováveis são «fator de modernização e de crescimento da economia»

Confagri 29 Jan 2020

Fonte: portugal.gov.pt

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a aposta nas energias renováveis «é mesmo um fator de modernização e de crescimento da economia», após uma visita às obras do complexo hidroelétrico de armazenamento de energia do Tâmega.

António Costa sublinhou os três pilares fundamentais da política energética de Portugal: «Fomentar as interligações, amentar a aposta nas energias renováveis e continuar a trabalhar de um modo sustentado para a redução do seu custo através da melhoria tecnológica das suas fontes de produção».

O Primeiro-Ministro referiu que os parceiros europeus de Portugal, a começar por Espanha, «não podem ter também qualquer dúvida de que o aumento das interconexões energéticas de Portugal com Espanha e da Península Ibérica com a Europa é um contributo decisivo para melhorar o mix energético do conjunto da Europa».

O aumento das interconexões permitirá também «melhorar a segurança energética da Europa em todas as suas valências, seja nas energias renováveis, seja nas outras energias que, mesmo num cenário de neutralidade carbónica, não se deixará, seguramente, de continuar a utilizar».

Os três pilares fundamentais da política energética de Portugal vão garantir que Portugal se torne «um dos primeiros países do mundo a alcançar a neutralidade carbónica e a ter uma maior incorporação de energias renováveis».

«Mas continuaremos a ser um País que vai continuar a crescer economicamente de uma forma sustentável, repartindo esse ganho de modo justo, com os territórios e as populações onde essa origem tem lugar», acrescentou.

António Costa realçou que «este processo tem de ser também um motor da coesão territorial», no qual as cidades e os grandes consumidores de energia «não podem deixar de retribuir devidamente os territórios de baixa densidade que são os locais de maior produção das energias».

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, também esteve presente na visita, onde também foi anunciado um investimento de 200 milhões de euros em projetos eólicos no Alto Tâmega, por parte da Iberdrola.

«Reserva estratégica» para a neutralidade carbónica

O Primeiro-Ministro referiu também que o Sistema Eletroprodutor do Tâmega é uma «reserva estratégica» para a desativação das duas centrais a carvão que estão a ser utilizados, recordando que a central do Pego vai ser encerrada em 2021 e a de Sines em 2023.

«Porque só em 2023 poderemos contar para a segurança do abastecimento energético do País com o pleno funcionamento do sistema que aqui está a ser construído», afirmou.

Nas três barragens que estão a ser construídas no Alto Tâmega, Daivões, Gouvães e Alto Tâmega irá ser produzido «6% do consumo nacional» e «a sua capacidade de armazenamento vai assegurar a estabilidade e segurança do consumo que permite cumprir com segurança esta meta de encerrar, nos próximos três anos, as duas centrais a carvão de que o País ainda depende».

Portugal tem «uma meta muito ambiciosa» de atingir a neutralidade carbónica até 2050 e é um dos países que poderá ser mais afetado pelas alterações climáticas, seja através da erosão costeira, da seca ou do elevado risco de incêndio florestal.

Antes, em 2030, a meta é garantir uma redução de 50% das emissões face a 2016, faltando no início de 2020, «um percurso de 36». «Para que isso aconteça é fundamental trabalharmos na área da energia e a meta que temos também é ambiciosa. Hoje já temos 54/55% da nossa eletricidade fonte em energias renováveis, mas temos de chegar a 2030 com 80%», afirmou.

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