Redução de produção nos cereais, frutas, vinha, olival e tomate para indústria

Confagri 19 Dez 2018

«Quanto às culturas anuais, preveem-se diminuições na produção de tomate para a indústria, de -26 por cento, exclusivamente devido à redução da área instalada e também de -10 por cento de girassol»

As previsões agrícolas publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística, a 31 de outubro, apontam para reduções de produção nas fruteiras, vinha e olival.

Na maçã e na pera, as quebras são de 15 e 20 por cento, face à campanha anterior, um situação resultante da conjugação de fracas polinizações, problemas fitossanitários e também da onde de calor que se fez sentir em agosto.

A passagem da tempestade Leslie provocou danos em alguns pomares, prevendo-se para o kiwi uma produção cinco por cento inferior em relação a 2017. Na vinha, a extensão dos prejuízos causados pelas elevadas temperaturas foi variável, mas estendeu-se por quase todas as regiões vitivinícolas, razão pela qual espera-se uma das menores produções de vinho das últimas décadas, de 5,2 milhões de hectolitros.

Para o azeite, o Instituto Nacional de Estatística (INE) prevê que a produtividade da azeitona para azeite deverá passar por uma redução de 15 por cento, como resultado de uma grande variabilidade de produção nos olivais tradicionais de sequeiro. Ao contrário dos soutos, que apresentam uma produção de castanha cinco por cento superior à da campanha passada.

Quanto às culturas anuais, preveem-se diminuições na produção de tomate para a indústria, de -26 por cento, exclusivamente devido à redução da área instalada e também de -10 por cento de girassol.

Nos cereais de primavera/verão, os efeitos dos ventos fortes associados à tempestade Leslie foram bem visíveis, com consequências na produção global estimada. Para o milho, e apesar do aumento da área semeada, os estragos nas searas do Baixo Mondego e Pinhal Litoral diminuíram o rendimento unitário, resultando na manutenção da produção da campanha anterior. No arroz os campos do Baixo Mondego sofreram danos que conduziram a uma quebra de cinco por cento na produção.

Em setembro de 2018, o peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo foi de 35.415 toneladas, o que correspondeu a um decréscimo de 0,4 por cento, mais 1,5 por cento em agosto, devido ao menor volume de abate registado nos ovinos, de -14,6 por cento; caprinos, de -15,8 por cento e nos suínos, de -0,4 por cento.

No que diz respeito à recolha de leite, o INE indica um total de 139,3 toneladas, o que significa um decréscimo de 1,5 por cento. A produção total de lacticínios foi superior à do mês homólogo em 3,0 por cento, essencialmente devido ao maior volume de produção de leite para consumo, com mais 5,0 por cento e de leites acidificados, de mais 2,7 por cento.

Em módulo no índice de preços de produtos agrícolas no produtor, observou-se mais 96,1 por cento na batata, 13,8 por cento nos furtos, para os hortícolas frescos mais 7,9 por cento, azeite a granel, -29,2 por cento, nos suínos, -7,4 por cento e nos ovos -5,9 por cento.

Em comparação com o mês anterior, as variações de maios amplitude ocorreram nos ovinos e caprinos, de mais 15,5 por cento; para a batata, mais 9,6 por cento; hortícolas frescos, com mais 8,1 por cento e ovos, mais 5,7 por cento, de acordo com o Boletim Mensal de Agricultura e Pescas do INE, a 31 de outubro, em anexo.

Fonte: INE

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