Superfície plantada com tomate para indústria baixa para mínimos de 2013

Confagri 20 Jun 2018

A área de plantação de tomate para a indústria baixou este ano para mínimos de 2013, caindo 26 por cento face a 2017, devido a contrariedades que afastaram muitos produtores desta cultura.

As previsões agrícolas de 31 de maio, disponíveis no portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), ressalvam que este ano a plantação de tomate decorreu com um atraso de três semanas, face ao normal, e que não está ainda totalmente concluída.

A área instalada caiu dos 19,6 mil hectares em 2017 para os 14,4 mil hectares, uma descida de 26 por cento que o INE diz ser «essencialmente reflexo» de uma campanha passada muito adversa em termos fitossanitários, com fortes ataques de mosca branca e de ácaros a originarem frutos em fim de ciclo com a polpa totalmente descolorada, branca ou ligeiramente alaranjada, com pouco interesse para a indústria transformadora, que os vendeu a preços muito abaixo dos de frutos sãos.

«Estas contrariedades afastaram um número considerável de produtores desta cultura, tendo, para a grande maioria dos restantes, induzido a redução da área instalada», explica o INE, adiantando que as searas mais adiantadas, já em floração, estão a desenvolver-se lentamente devido às temperaturas amenas e por se plantar numa fase já muito adiantada de desenvolvimento, que provoca maior choque de transplante. O INE diz ainda registar um «evidente aumento» no número de tratamentos fitossanitários preventivos, face ao que é habitual.

Também no girassol a instalação das searas se tem realizado com dificuldade, registando-se casos de sementeiras em final de maio, quase dois meses de atraso face a um ano normal, prevendo o INE uma diminuição da área semeada de 20 por cento, face à campanha anterior, principalmente devido à descida do preço pago pela indústria transformadora.

O instituto também diz haver diminuições de cinco por cento na área de plantação de batata, também por causa de atraso na instalação. Mas em sentido contrário, a garantia das disponibilidades de água, devido à chuva, permitiu aumentar cinco por cento a área de cultivo de arroz e manter a área de milho.

O INE regista ainda previsões de subidas, quanto aos cereais de inverno, que diz estarem em plena maturação, estimando aumentos de cinco por cento no centeio, 15 no trigo e aveia e 20 por cento no triticale e cevada.

Relativamente às fruteiras, o INE prevê um bom ano para as prunóideas, como a ameixeira, cerejeira, damasqueiro, ginjeira e pessegueiro, adiantando que, apesar dos atrasos na maturação, estão a ter produtividades muito acima da média dos últimos anos. Na cereja, o rendimento unitário vai ficar próximo das três toneladas por hectare, enquanto no pêssego deve chegar às 12,8 toneladas por hectare, segundo o INE.

Quanto à meteorologia, o INE recorda que o mês de maio foi muito seco, ocorrendo situações pontuais de instabilidade, em particular no interior e principalmente durante a segunda quinzena, que resultaram em aguaceiros fortes, muitas vezes de granizo e acompanhados de trovoada.

O valor médio da quantidade de precipitação em maio correspondeu apenas a 54 por cento da média do período 1971-2000. «Estas condições meteorológicas foram, em geral, benéficas para o desenvolvimento vegetativo das culturas instaladas e conduziram a uma melhoria nas condições dos solos, com menor saturação, permitindo a preparação e instalação das culturas de primavera/verão com poucas restrições», defende o instituto.

Neste momento, com um valor médio de precipitação acumulada no ano hidrológico 2017/2018 correspondente a 96 por cento do valor normal, «não existem limitações à disponibilização de água, quer para fazer face às necessidades das culturas, quer para o abeberamento dos efetivos pecuários», conclui.

Em anexo: Previsões Agrícolas a 31 de Maio do INE

 

Fonte: Lusa, INE

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