Garrafas de plástico e latas vão ter depósito de vasilhame

Confagri 22 Fev 2019

Os valores a serem cobrados a mais e devolvidos vão ser estipulados no final do ano. O objetivo é o programa estar completamente implementado em 2021. Na Alemanha, quem devolve uma garrafa de água de plástico, recebe 15 cêntimos de volta

As garrafas de plástico e as latas de alumínio vão passar a ter depósito de vasilhame. Acaba-se assim a tara perdida para o plástico e para o alumínio, como já acontece em países como a Alemanha ou a Holanda, onde existem máquinas nos supermercados para devolver as garrafas e latas, com o objetivo de serem recicladas.

A ideia é semelhante às das garrafas de vidro com tara, ou seja, o consumidor recebe de volta uma percentagem do valor de aquisição, quando devolve a garrafa ou a lata. O projeto-piloto arranca ainda este ano em vários supermercados em todo o país para estar completamente em vigor a 1 de janeiro de 2021, avança a TSF esta sexta-feira.

Mas quem devolver não vai ter direito a dinheiro vivo, mas sim a vales de compra, anunciou o ministro do Ambiente e da Transição Energética. «Iremos instalar aproximadamente 50 máquinas pelo país fora para a recolha das garrafas de plástico, e também das latas de alumínio das bebidas», disse João Pedro Matos Fernandes, citado pela TSF.

Os valores a serem cobrados e devolvidos vão ser fixados «mais para o final deste ano, para haver um ano em que todos nos possamos adaptar», afirmou o ministro. Na Alemanha, quem devolve uma garrafa de água tem direito a receber de volta 15 cêntimos.

«Em dinheiro não vai ser, neste momento. Isso vai depender depois de quem gerir as máquinas, serão no fundo vales de compras para poderem ser utilizados», apontou o governante.

Também os sacos de plástico que incorporem 70 por cento de plástico reciclado vão passar a ser sujeitos à taxa atualmente cobrada pelos sacos. «A quantidade de plástico que existe hoje na terra, para ter uma ideia: ultrapassa em peso, 25 vezes mais do que o peso de todos os seres humanos existentes na terra», exemplificou o ministro à TSF.

«Não faz qualquer sentido nós trazermos um saco para o tomate, outro para a cebola, outro para a alface, quando obviamente todas essas coisas podem vir juntas para a nossa casa», defendeu. «Nós temos que perceber que o último responsável pelas embalagens que entram na nossa casa somos nós como consumidores», rematou o ministro.

Fonte: jornaleconómico

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