Governo quer restringir furos no Alentejo e no Algarve

Confagri 20 Nov 2019

Fonte: rr.sapo.pt

Ministro do Ambiente esteve nas Três da Manhã para falar sobre a situação de seca que afeta o país. Alentejo e Algarve são as regiões mais problemáticas, com zonas já em seca extrema.

O ministro do Ambiente vai propor restrições à possibilidade de fazer furos para captação de água em zonas do Alentejo e do Algarve, devido à seca. A ideia foi avançada, nesta quarta-feira de manhã, na Renascença.

“Nós vamos, hoje, sob proposta nossa, limitar severamente a possibilidade de fazer furos para captação de água nas zonas mais críticas: oito bacias no Algarve e duas na bacia do Guadiana, portanto, no Alentejo interior”, afirmou João Pedro Matos Fernandes.

O ministro participa, nesta quarta-feira na reunião da comissão interministerial da seca, que junta também os Ministérios da Agricultura e outras entidades.

“Temos mesmo de o poder limitar [os furos] e temos de encontrar, com os agricultores sobretudo, novas soluções para o abeberamento de gado”, acrescentou Matos Fernandes.

Quanto à rega, face à previsão do IPMA “para estes dias, não vai [ser preciso] haver restrições para a agricultura”.

“A expectativa que temos é de, em janeiro, voltar a reunir-nos e, provavelmente, nessa altura, se a situação não evoluir favoravelmente, então poderemos ter de o fazer. Mas neste momento, e com a chuva que está prevista e que já está a cair, não precisaremos de ir tão longe”, explica Matos Fernandes.

Relativamente à bacia do Sado, donde esta manhã saíram críticas da parte dos produtores de arroz, segundo os quais as sugestões feitas em 2017 pelo grupo de trabalho para a seca não avançaram, o ministro do Ambiente sublinha que tem estado a ser feita uma programação desde há dois anos.

“O arroz é uma cultura altamente consumidora de água e é daquelas que, as mais das vezes, têm tido restrições. Este ano, a área que pôde ser regada não foi 100% da área de arrozais, foram 80%. E essa é a programação que temos feito e estamos a fazer desde há dois anos – seja definindo à cabeça, para evitar prejuízos maiores, o território que pode ser regado; seja a programar transferências de água, que era aquilo que não se fazia e agora se faz”, explica.

João Pedro Matos Fernandes frisa ainda que “a água que é transferida, e é transferida a partir do Alqueva, é uma água que é paga, tem um custo e tem servido para fazer estas compensações entre a bacia do Guadiana que tem mais água porque tem o Alqueva e a bacia do Sado”.

Convidado do programa As Três da Manhã, o ministro do Ambiente explica que “este ano foi um ano em que, de forma muito evidente, a chuva se distribuiu de maneira muito heterogénea no país”.

“Nós não temos qualquer problema de seca acima do rio Tejo – que temos é absolutamente marginal e com a chuva dos últimos dias terá desaparecido – mas a sul do Tejo tem chovido muito pouco” e “temos uma situação que preocupa”, com “o nível médio das albufeiras ao nível de há dois anos”.

Por isso, “já temos preparada, caso haja necessidade, a ligação de uma albufeira que normalmente não é usada para o consumo de água, que é a albufeira do Funcho.”, avança.

Com esta ajuda, “no Algarve, neste momento, temos cerca de um ano de água à nossa frente”, acrescenta João Pedro Matos Fernandes – “isto, sem contar, naturalmente, com a chuva que normalmente cai no inverno e que vai cair nos próximos dias”.

 

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