Incêndios: Doação de castanheiros em Góis retoma campanha de reflorestação

Confagri 09 Fev 2018

A Câmara de Góis entrega esta sexta-feira à população 400 castanheiros doados pela Federação de Motociclismo de Portugal no âmbito de um projeto de reflorestação de áreas devastadas pelos incêndios do ano passado.

Com as árvores, serão distribuídos folhetos que «explicam as vantagens de plantar» espécies autóctones, «como maior resistência a incêndios, promoção de solos mais férteis e de nascentes com mais água», além de «melhor a qualidade de paisagens e de vida» das pessoas.

Em comunicado, a autarquia de Góis, no distrito de Coimbra, presidida por Maria de Lurdes Castanheira, afirma que a entrega dos castanheiros «marca o arranque da doação» de igual número de plantas a cada um de oito concelhos flagelados pelos fogos florestais nos últimos anos, de Trás-os-Montes ao Algarve, atravessados pela última edição do passeio “Portugal de Lés-a-Lés Off-Road”.

Góis foi um dos concelhos atingidos pelos incêndios que eclodiram em Pedrógão Grande, no dia 17 de junho de 2017, e que se propagaram a municípios vizinhos, nos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco, tendo causado a morte de 66 pessoas.

Naquele passeio de vários dias, em setembro de 2017, a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) «ofereceu simbolicamente e ajudou à plantação» de algumas árvores, duas em cada concelho, em Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Belmonte, Covilhã, Góis, Pedrógão Grande, Mação e Silves.

A Federação de Motociclismo prometeu regressar, em outubro, com mais 400 árvores autóctones de cada região, num total de 3.200 plantas, mas, como «o final de 2017 foi anormalmente seco», adiou para fevereiro a segunda fase da iniciativa “Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés”.

Estando reunidas «as melhores condições de clima e solos», a campanha nacional de sensibilização recomeça hoje, às 14:30 horas, no Largo do Pombal, em Góis, com a doação de 400 castanheiros à Câmara Municipal, que fará no local a entrega aos «munícipes que mostraram vontade» em fazer a replantação nos seus terrenos.

Carvalho-negral, carvalho-roble, sobreiro, azinheira, medronheiro, pinheiro-manso, choupo-branco, cerejeira-brava e castanheiro são as espécies escolhidas pela FMP no âmbito do projeto, com apoio do biólogo Nuno Gomes Oliveira e em parceria com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

No folheto da campanha “Portugal de Lés-a-lés”, o ICNF e a FMP explicam que uma árvore autóctone «está mais adaptada ao solo e ao clima e, por isso, resiste melhor a pragas e doenças do que as espécies introduzidas».

Por outro lado, «resiste melhor a longos períodos de seca ou de chuva intensa» e «regula o ciclo da água e a sua qualidade, evitando a erosão do solo», entre outras vantagens.

Fonte: Lusa

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