Peste suína alastra-se a todo o continente chinês com surtos no extremo noroeste

Confagri 09 Abr 2019

A China detetou novos casos de peste suína africana nas regiões do Tibete e Xinjiang, no extremo noroeste do país, informaram esta terça-feira as autoridades locais, confirmando o alastrar do surto a todo o território continental.

 Os casos foram detetados em vários condados da cidade de Nyingchi, Região Autónoma do Tibete, e em Urumqi, a capital de Xinjiang, detalhou, em comunicado, o ministério chinês da Agricultura e dos Assuntos Rurais.

A doença afeta porcos e javalis, mas não é transmissível aos seres humanos. No entanto, coloca em risco o mercado chinês, que produz anualmente 600 milhões de porcos.

O ministério anunciou um mecanismo de emergência, visando isolar, abater ou desinfetar os porcos, e proibiu a entrada ou saída de todos os suínos vivos e produtos suínos das áreas afetadas.

Em Nyingchi, 55 porcos morreram, enquanto em Urumqi foram registados quinze porcos infetados, numa fazenda com um total de 200 suínos.

Desde que foi inicialmente detetado no início de agosto, no nordeste da China, o surto espalhou-se já pelas 30 províncias e regiões da China continental. Centenas de milhares de porcos foram já abatidos.

Apenas a ilha de Hainan, no extremo sul do país, e as regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong, não registaram casos.

A carne de porco é parte essencial da cozinha chinesa, compondo 60 por cento do total do consumo de proteína animal no país. Dados oficiais revelam que os consumidores chineses comem mais de 120 mil milhões de quilos de carne de porco por ano.

A flutuação do preço daquela carne é, por isso, sensível na China e o Governo guarda uma grande quantidade congelada para colocar no mercado quando os preços sobem.

No final do ano passado, as autoridades chinesas autorizaram três matadouros portugueses a exportar para o país.

Profissionais do setor estimam que, até ao final do ano, as exportações portuguesas para a China se fixem em 15 mil porcos por semana, movimentando, no total, 100 milhões de euros.

Fonte: MadreMedia/Lusa

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