Viseu deverá ter primeiro ecoponto florestal a funcionar no verão

Confagri 05 Abr 2019

O presidente da Câmara de Viseu anunciou que o primeiro ecoponto florestal do concelho deverá estar a funcionar no verão e que todo o território ficará coberto por estas infraestruturas no espaço de «dois a três anos».

Desta forma, está a ser dado o primeiro passo para que o concelho fique coberto por «ecopontos florestais onde as pessoas podem colocar os resíduos, em vez de os deixarem na floresta ou fazerem queimadas», podendo a freguesia «lucrar com a venda da biomassa» para a central de biomassa que está a ser construída.

Um financiamento de 15 mil euros para cada um dos ecopontos foi aprovado, cujos projetos serão desenvolvidos pelas freguesias, com o acompanhamento dos serviços camarários.

«Não impusemos às freguesias que os criassem», frisou Almeida Henriques, contando que foi dito aos presidentes de junta que a Câmara estava disponível para financiar os ecopontos e que gostava de os ter em todo o território.

O autarca disse que, se pelo menos um dos ecopontos for criado até ao verão, isso permitirá que «as outras juntas se entusiasmem» e se comecem a preparar para o próximo ano.

«Penso que demorará entre dois a três anos até conseguirmos ter esta rede», afirmou, acrescentando que, quando o primeiro ecoponto estiver a funcionar, será possível ir «avaliando e fazendo afinações e ajustamentos» nos projetos dos seguintes.

Segundo Almeida Henriques, a criação dos ecopontos florestais é «uma prática inovadora, amiga do ambiente, de envolvimento da comunidade e de prevenção» dos incêndios florestal.

«É um projeto muito interessante, de difícil execução, mas estamos convictos de que vamos conseguir pô-lo a rodar e é bom termos dois ecopontos que avançam já este ano», sublinhou.

A Câmara pretende «estimular a lógica comunitária», levando as pessoas a colocarem os seus resíduos florestais, de limpeza dos jardins ou do cultivo das terras nos ecopontos com o sentimento de estarem «a contribuir coletivamente» para aumentar a receita da sua freguesia. «A junta depois vai vender as toneladas de biomassa e investir esse dinheiro em benefícios para a freguesia», frisou.

O projeto dos ecopontos florestais foi desenhado com a ambição de, um dia, ser possível proibir as queimadas no concelho de Viseu. «No médio prazo, ambicionamos ser o primeiro concelho do país a proibir as queimadas, porque criou a alternativa. Nunca podemos fazer uma proibição sem criar uma alternativa», referiu.

O concelho de Viseu deverá ter a central de biomassa a funcionar em pleno em maio. Trata-se de um investimento de 52 milhões de euros, que está a criar fortes expectativas no que respeita à dinâmica económica da região.

Fonte: Lusa

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