Câmara de Valpaços reivindica construção de barragem para enfrentar anos de seca

Confagri 02 Abr 2019

A Câmara de Valpaços reivindicou a construção de uma barragem para rega, consumo humano e produção de energia na zona da Padrela, um investimento de 18 milhões de euros para preparar o concelho para períodos de seca.

Amílcar Almeida, presidente deste município do distrito de Vila Real, destacou a aposta no setor primário que rende ao concelho cerca de 150 a 180 milhões de euros por ano e onde «praticamente não há terras ao abandono».

Nesse sentido, o autarca reivindicou a construção de uma barragem, entre as localidades de Tazém e Cabanas, na zona Norte do concelho e onde estão a ser feitos grandes investimentos na área da agricultura.

A barragem servirá para a rega na agricultura, para o consumo humano, lazer, a produção de energia e para preparar o território para períodos de falta de água, cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas.

«Pela morfologia do território entendemos que conseguimos fazer com que a água possa chegar por gravidade a cinco freguesias importantes na produção de castanha, azeitona, amêndoa, maçã e de ouros novos produtos, como góji e o mirtilo», salientou.

Numa primeira fase, segundo o presidente, o empreendimento terá uma capacidade de rega de 1125 hectares, podendo, depois, vir a ser criados canais para levar a água a outras freguesias.

A câmara mandou fazer e pagou o estudo da barragem, mas o autarca defende que o projeto deve ser conjunto entre o município e o Estado português, através da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

Amílcar Almeida espera que o projeto «mereça a aprovação por parte do Ministério da Agricultura» para que a candidatura seja apresentada em conjunto e salientou que espera ainda que o «aviso seja aberto nas próximas semanas». A barragem, segundo acrescentou, poderá também servir o município vizinho de Vila Pouca de Aguiar.

Amílcar Almeida referiu que neste concelho essencialmente agrícola, a castanha é o produto mais rentável, correspondendo a um volume de negócios que ronda os «50 milhões de euros por ano».

A castanha da serra da Padrela é um produto de Denominação de Origem Protegida (DOP) que tem «um alcance mundial», estando presente em mercados desde a Europa aos Estados Unidos da América.

«Aqui praticamente não há terras ao abandono. As pessoas continuam a trabalhar a terra e a apostar na mecanização atendendo à falta de mão de euros que já se vai fazendo sentir», salientou.

O presidente falava numa conferência de imprensa para apresentação da 21.ª edição da Feira do Folar de Valpaços, que se realiza entre 12 e 14 de abril, uma semana antes da Páscoa, época em que esta iguaria tem um lugar de destaque nas mesas dos transmontanos.

O certame é uma «montra do mundo rural» que mexe com toda a economia local e atrai milhares de visitantes durante os três dias. À venda estará folar artesanal e industrial, com a maioria dos produtores a cumprir o caderno de encargos da certificação, depois da atribuição da Indicação Geográfica Protegida (IGP), em 2017.

Fonte: Lusa

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