Chuva acima do normal em abril atenuou mas não reverteu efeitos da seca

Confagri 02 Mai 2019

Choveu mais 40 por cento do que o habitual, mas alguns pontos do interior do Algarve e do Leste do Alentejo estão em situação de seca severa. O mês de abril teve chuva suficiente para reduzir a área de seca em Portugal continental e baixar a sua intensidade nalgumas regiões, mas não para reverter a seca em todo o país. Para isso teria sido preciso chover o dobro do habitual e de forma repartida por todo o território.

Choveu mais 40 por cento do que o habitual mas alguns pontos do interior do Algarve e do Leste do Alentejo mantêm-se em situação de seca severa, de acordo com o resumo climatológico no site do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Outra das condições necessárias para reverter os efeitos da seca era as temperaturas não atingirem valores elevados. Nesta frente, os indicadores são favoráveis. O valor médio da temperatura do ar foi inferior ao normal e o quarto valor mais baixo desde 2000, lê-se no boletim.

Assim, no final de abril, 30 por cento do território encontrava-se em seca moderada (27,9%) ou severa (3,7%) e mais de metade com níveis normais (23,7% do território), de seca fraca (26,4%) ou de chuva fraca. Assim, a maior parte das regiões a sul do Tejo passaram em abril de uma situação de seca severa para seca moderada.

Filipe Duarte Santos, professor de Física e especialista em alterações climáticas, confirma perante os valores disponíveis que a chuva de abril atenuou o risco de seca no país, mas diz que os níveis continuam a ser preocupantes no extremo sudeste de Portugal continental, junto à fronteira com a Espanha. Neste canto do território, o mapa do IPMA do índice classifica a situação de seca severa; o litoral do Alentejo e Oeste do Algarve estão numa situação seca moderada.

No final de abril verificou-se em relação ao final de março uma recuperação significativa dos valores de percentagem de água no solo em especial nas regiões norte e centro e, em particular, nas regiões do Litoral, indica o IPMA.

Segundo Filipe Duarte Santos, a situação nestas zonas é de «uma certa segurança para o resto do ano» mas «a sul do Tejo o problema não está resolvido». Para garantir a recuperação dos valores da água em todo o país, «é preciso que chova com grande abundância» nas próximas semanas. Nos primeiros meses do ano, a falta de chuva levou a um défice da quantidade de água armazenada nas albufeiras. No início de abril, em dez das 60 estruturas do país, o volume de água armazenado não chegava a 40 por cento da capacidade total. Só em 14 albufeiras o volume de água ultrapassava os 80 por cento da capacidade total. A situação das albufeiras era assim pior do que no mesmo mês do ano passado. Março de 2018 foi quatro vezes mais chuvoso do que o normal, o que permitiu inverter a situação de seca no país que se prolongava desde abril de 2017.

A quantidade de água nas bacias de Espanha é outro dos indicadores que permitem antecipar a situação em Portugal. O site oficial espanhol www.embalses.net  mostra que, embora o nível da água armazenada tenha subido ligeiramente no último mês, continua muito abaixo do nível de 2018 e ainda mais abaixo do nível médio.

Fonte: Público

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