Exportadoras portuguesas reduzem exposição ao mercado britânico com Brexit à porta

Confagri 10 Out 2018

O tempo até ao Brexit está a esgotar-se. Mas as exportadoras portuguesas parecem estar cientes disso. Os números do Instituto Nacional de Estatística mostram que reduziram a exposição ao mercado britânico em 2017.

As exportadoras portuguesas reduziram a sua exposição ao Reino Unido, o quarto principal parceiro comercial de Portugal, durante o ano passado. A conclusão é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que, na divulgação do comércio internacional de bens até Agosto, fez uma análise à relação comercial entre os dois países. Daqui a seis meses, em março de 2019, há a consumação do Brexit, começando o período de transição de dois anos, podendo ou não haver um acordo firmado com as instituições europeias.

3.644 milhões de euros foi o montante de bens que Portugal exportou para o Reino Unido em 2017, os quais não se incluem os serviços, onde está o turismo, o que representa um peso de 6,6 por cento no total do comércio internacional de bens.

O valor representa um crescimento de três por cento face a 2016. Mas simultaneamente a esse aumento houve uma «ligeira redução do grau de exposição das empresas exportadoras ao mercado britânico», assinala o gabinete de estatística.

O grau de exposição pode ser identificado de várias formas. O Instituto decidiu olhar para as exportadoras que dependem exclusivamente do Reino Unido, ou seja, que apenas exportam bens para esse mercado. Em 2017, apenas 0,6 por cento do total das exportações portuguesas de bens encaixavam nessa categoria. Um ano antes era mais do dobro, 1,3 por cento. Nota-se, portanto, um esforço de diversificação de mercados por parte das exportadoras portuguesas.

Essa tendência é também visível nas empresas que destinaram pelo menos 50 por cento das suas exportações para o Reino Unido. O seu peso atingiu 12,6 por cento do total de exportações, o que representa uma queda expressiva face aos 15,6 pontos percentuais (p.p.) de 2016 ou os 18,6 pontos de 2015.

Em suma, «face ao ano anterior, estes indicadores revelam uma redução do grau de exposição das empresas exportadoras ao mercado britânico», remata o gabinete de estatísticas.

Focando a análise nas empresas que exportam máquinas e aparelhos para o Reino Unido, que é a categoria que mais pesa no total, também se encontra a mesma tendência. «O valor exportado pelas empresas que destinaram pelo menos 50 p.p. das suas exportações deste tipo de bens para o Reino Unido atingiu um peso de 1,1 por cento do total de exportações, 0,4 por cento em termos do número de empresas», refere o INE, assinalando que tal revela uma «redução do grau de exposição das empresas exportadoras de máquinas e aparelhos ao mercado britânico».

A maior parte das exportações portuguesas para o Reino Unido concentram-se, além das máquinas e aparelhos, em veículos e outros materiais de transporte, peso de 16,2 por cento no total; metais comuns, 8 por cento; vestuário, 7,7 por cento; produtos alimentares, 6,4 p.p. e plásticos e borrachas, 6,1 por cento.

Esta análise limita-se ao comércio internacional de bens, não tendo em conta as exportações de serviços. Nestas incluem-se o turismo onde o mercado britânico tem um peso relevante, mas que tem vindo a cair.

Fonte: jornaldenegocios

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