Fim das gaiolas até 2027 penaliza acima de tudo os produtores mais responsáveis

Confagri 11 Jun 2021

Fonte: PSD Parlamento Europeu

Álvaro Amaro garante que a promoção de boas práticas não pode excluir o mundo rural

Álvaro Amaro votou ontem contra as propostas de resolução do Parlamento sobre a Iniciativa de cidadania europeia «Fim da era da gaiola». Para o Eurodeputado membro da Comissão da Agricultura, os benefícios da proposta de proibir a utilização de gaiolas na pecuária até 2027 “não superam os prejuízos impostos ao setor agropecuário, nem representam um avanço substantivo no que respeita os objetivos da Política Agrícola Comum, de garantir alimentos nutritivos, seguros, saudáveis, suficientes e acessíveis para os cidadãos.”

Para o Eurodeputado do PSD, “não está em causa a melhoria do bem-estar dos animais, com que todos concordamos, mas a forma radical e desproporcional que é proposta”. 

Assegurar a vida humana no mundo rural, continua Álvaro Amaro, “e uma saudável produção alimentar com padrões de qualidade e, naturalmente, de bem-estar animal, deve ser um imperativo europeu.” No entanto, para o membro da Comissão da Agricultura, não se pode restringir ou impor limites sem “a noção do gradualismo com que devemos prosseguir reformas importantes”, até porque, diz, “estes vão muito para além de uma simples alteração dos procedimentos.”

Por isso, Álvaro Amaro considera que “acabar com a utilização de gaiolas até 2027, independentemente da sua dimensão ou qualidade, penaliza os produtores que se esforçaram por melhorar o bem-estar dos animais que criam, e que investiram na modernização dos sistemas de produção”. O Eurodeputado sustenta ainda a sua posição na falta de garantias dadas para a transição: “não estão previstas compensações ou ajudas adicionais para apoiar esta medida”, o que considera “desproporcional”, depois dos melhoramentos realizados nos últimos anos.

Nesse sentido, Álvaro Amaro defende “mais e melhores incentivos” para que a produção adote práticas que promovam o bem-estar animal, e recordou o aumento das exigências da futura PAC, que não são coerentes com a redução no financiamento da PAC. “Os padrões de produção europeus já são os melhores do mundo, e queremos que continuem a ser, no futuro. Mas, para isso, precisávamos de ter reforçado a dotação para a PAC, e não o oposto.

Ao pretender atuar-se apenas por um lado, estamos a provocar um enorme desequilíbrio, que em última instância põe em causa o mundo rural e até a nossa soberania alimentar. Sejamos, pois, ambiciosos, mas também realistas”, conclui.

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