Em junho choveu menos 69% do que a média para o mês

Confagri 07 Jul 2022

Fonte: expresso.pt

O Boletim Climático do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) destaca que o último mês de junho é o segundo com menos chuva desde 1931. Os níveis de precipitação foram 69% inferiores ao valor normal entre 1971-2000. A seca severa e extrema este entendem-se por 96,3% do território.

Junho vem confirmar que a seca que assola o território continental nacional está para durar e não é conjuntural. O Boletim Climático do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) destaca que este foi o mês de junho em que menos choveu face à norma. Os níveis de precipitação foram 69% inferiores ao valor normal entre 1971-2000, “apesar de alguns contrastes regionais”, já que na região litoral Norte e Centro até choveu um pouco mais do que a norma nalguns dias de junho.

Certo é que, “desde o início do ano hidrológico, apenas choveu metade do que é normal”, sublinha ao Expresso Ricardo de Deus, chefe da Divisão de Clima e Alterações Climáticas do IPMA.

O boletim indica que “o valor da quantidade de precipitação acumulada no presente ano hidrológico 2021/2022 (desde 1 de outubro 2021 a 30 de junho de 2022) é de 416.1 mm e corresponde a 51 % do valor normal, sendo 2º valor mais baixo desde 1931”.

Apesar de o valor médio da temperatura também ter subido quase 1°C (0,98°C), por comparação com o valor normal no período 1971-2000, Junho não bateu os recordes de Maio neste campo. Recorde-se que Maio último revelou ter sido o mês de Maio mais quente dos últimos 92 anos, com temperaturas médias a registarem 3,47 °C acima do valor médio para a época.

DOIS ANOS DE ÁGUA PARA CONSUMO

Certo é que Portugal continental se mantém deveras seco neste início de verão de 2022, com 96,3% do território em seca severa (67.9 %) ou extrema (28.4 %) e os restantes 3.7 % do território em seca moderada.

No entanto, o Governo continua a garantir que há água para abastecimento público durante dois anos. O governante que mais recentemente o reafirmou foi o secretário de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e Ordenamento do Território, João Catarino, durante uma visita a Terras de Bouro (distrito de Braga). “Portugal tem hoje condições para garantir que não faltará água para consumo humano, mesmo que as condições se mantenham, e, que, pelos vistos, se vão agravar”, afirmou João Catarino aos jornalistas. Contudo, admitiu a possibilidade de racionamentos de alguns usos em determinadas zonas do país.

Sendo a agricultura o sector que leva 74% da água doce disponível e dos que mais perdas revela, é um dos que continua com usos racionados. Outro é o da produção de energia hídrica.

De acordo com as medidas adotadas a 21 de junho pela Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca – que envolve o Ministério da Agricultura e da Alimentação e o Ministério do Ambiente e da Ação Climática – mantém-se o uso condicionado para rega agrícola nas barragens de Bravura e do Monte da Rocha (no Algarve e Alentejo); estão “sob apertada monitorização” um conjunto de pequenas barragens usadas para abastecimento humano, em Trás-os-Montes, entre as quais a de Carrazeda de Ansiães, onde está a ser ponderada a suspensão do abastecimento de água à população durante a noite.

Tendo em conta os níveis “críticos” de armazenamento de algumas albufeiras exploradas para a produção de energia e outros usos prioritários, a produção de energia está condicionada ou suspensa nas albufeiras de Alto Lindoso/Touvedo, Alto Rabagão, Guilhofrei, Vilar-Tabuaço, Cabril e Castelo do Bode. Nesta última mantêm-se a turbinagem para manter o regime de caudais. Em Castelo do Bode, os consumos urbanos atingiram um volume diário 550 mil metros cúbicos dias.

Na parte Agrícola, “37 das 44 albufeiras monitorizadas apresentam níveis de armazenamento que asseguram a campanha de rega deste ano”, segundo dados da Comissão da Seca de junho. E das albufeiras hidroagrícolas monitorizadas, sete apresentam limitações: Bravura, Santa Clara, Campilhas, Fonte Serne, Monte da Rocha (situadas no Algarve e Alentejo) e ainda Arcossó e Vale Madeiro (na região Norte). O recurso a águas residuais tratadas para rega de pomares, jardins e campos de golfe começa a avançar.

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