Portugal é o 3.º país da União Europeia com mais acidentes com tratores agrícolas

Confagri 28 Nov 2017

Portugal é o terceiro país da União Europeia que regista mais vítimas em acidentes com tratores agrícolas, contabilizando 123 mortos entre 2015 e 2016, um cenário preocupante para o qual foram hoje alertados os agricultores de Murça.

Na estatística da sinistralidade com tratores na União Europeia, Portugal ocupa o terceiro lugar a seguir à Grécia e à Polónia. E esta é a principal causa de morte no trabalho agrícola a nível nacional, registando-se, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, 68 vítimas mortais em 2016 e 55 em 2015.

Para alertar os agricultores para este “cenário preocupante”, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (CONFAGRI) promoveu esta terça-feira, em Murça, distrito de Vila Real, uma sessão de esclarecimento.

«Todas as semanas ou morre uma pessoa ou fica ferida e com incapacidade para exercer a atividade. Cada vez mais acontecem este tipo de acidentes», alertou Isabel Santana, da CONFAGRI.

Por isso mesmo, acrescentou, é preciso «sensibilizar, alertar e aconselhar os agricultores para os riscos e perigos com o uso dos tratores».

E os perigos estão relacionados com a insuficiente formação dos manobradores, a falta de manutenção dos veículos, a não utilização das estruturas de segurança como o arco de “Santo António” ou o cinto de segurança, a insuficiente avaliação dos riscos relacionados com a inclinação do terreno ou a carga transportada.

«O que temos vindo a verificar é que as pessoas, apesar de todos os alertas e todas as notícias de mortes, vêm descurando de alguma forma a segurança. Os trabalhos são exigentes, precisam de os fazer, a população que pega nos tratores é cada vez mais envelhecida e não está sensibilizada para estas questões de segurança», referiu Aurora Sousa, da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) de Vila Real. A responsável disse que é preciso «fazer um esforço grande de sensibilização».

«Já se sabe que temos que ter muito cuidado. É preciso fazer atenção, fazer as revisões com o trator. A gente aprende sempre alguma coisa com estas ações», afirmou Manuel Costa da Assunção, de 73 anos e residente na aldeia de Jou.

Manuel Silvestre da Silva, de 79 anos e habitantes em Palheiros, referiu que o «trator não é para andar em corridas nem fazer rali», garantindo que é muito cuidadoso da condução e que nunca teve nenhum acidente.

«Ando com cuidado, a gente já não tem 20 anos. Para uma viatura circular bem é preciso ter água, óleo e bons travões», frisou Manuel Morais, de 59 anos e natural de Noura.

Segundo Humberto Costa, do Centro de Gestão Murça, a partir do próximo ano todas os operadores terão que ter a carta de trator ou fazer uma formação habilitante de 35 ou 50 horas.

Isabel Santana alertou para a «importância e para a obrigatoriedade da formação para a condução de tratores» e referiu que o risco de morte dos condutores de tratores agrícolas «é oito vezes superior ao dos que conduzem automóveis ligeiros ou pesados». De acordo com esta responsável, entre 2004 e 2013, perderam a vida em acidentes de tratores 305 pessoas.

No distrito de Vila Real, segundo dados fornecidos pela GNR, os acidente com tratores provocaram cinco vítimas mortais em 2017, três em 2016 e quatro em 2015.

Fonte: Lusa

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