Produção deve crescer 10% na próxima vindima

Confagri 05 Ago 2019

Fonte: dinheirovivo.pt

Previsões para a campanha 2017/2018 apontam para crescimentos em quase todas as regiões vitivinícolas, com o Douro e Terras do Dão a liderar o aumento

A produção de vinho em Portugal deverá crescer cerca de 10% este ano atingindo os 6,6 milhões de hectolitros. O acréscimo global de produção “é sustentado pela maioria das regiões vitivinícolas, à exceção de Terras da Beira e Terras de Cister”. Alentejo e Açores não preveem qualquer variação face à campanha anterior. E é nas regiões do Douro e Porto e Terras do Dão que são esperados os maiores crescimentos de produção: mais 20%, indicam os dados da previsão de colheita do Instituto da Vinha e do Vinho.

Na análise por regiões, saiba que, no Minho, os vinhos Verdes esperam um aumento de produção de 15%, em resultado das condições climáticas favoráveis no período da floração. “Não há registo de ataques graves ou de doenças ou de pragas, pelo que se espera uma boa qualidade das uvas. O ciclo da videira está avançado cerca de 10 a 15 dias relativamente a um ano normal”, pode ler-se no comunicado.

Também em Trás-os-Montes é estimado um acréscimo da produção na ordem dos 15%. “A reduzida precipitação verificada, sobretudo na sub-região do Planalto Mirandês, está a afetar algumas vinhas, que começam a evidenciar sintomas de stress hídrico. Em relação à qualidade das uvas, perspetiva-se um ano de vinho de boa qualidade”.

Já na Região Demarcada do Douro, onde são produzidos os vinhos do Douro e do Porto, o aumento da produção esperado é de 20%. Isto, apesar, da queda, pontual, nas zonas altas de geadas no final de abril e de granizo. “As uvas apresentam-se em bom estado fitossanitário sem problemas de míldio nem de oídio. A próxima vindima, pode ser antecipada duas a três semanas”.

Na Beira Atlântico, que inclui a denominação de origem Bairrada, a produção deverá crescer em torno dos 17%, embora “a escassez de água já evidente em algumas parcelas possa trazer algumas limitações”, enquanto nas Terras do Dão as previsões são de um acréscimo na ordem dos 20%. “Até ao momento não se detetam problemas sanitários, estando as uvas sãs, pelo que se prevê uma boa qualidade das mesmas”, diz o comunicado.

Pelo contrário, nas Terras da Beira a produção deverá ser 20% inferior à do ano passado, devido, sobretudo, “à geada tardia no início de maio e ao escaldão as uvas”. Geadas e granizos, no final do mês de abril, são a explicação para os 5% de diminuição da produção esperada nas Terras de Cister.

Nas regiões do Tejo e de Lisboa o crescimento esperado é de 10%, sendo que ambas antecipam um “bom ano”. Na Península de Setúbal o aumento não vai além dos 5% e, no Alentejo, a perspetiva é de manutenção da quantidade e de um adiantamento da data de vindima. No Algarve, espera-se que a campanha resulte num aumento de 10% da produção que, tudo indica, será de “elevada qualidade”.

Nas ilhas, a Madeira antecipa um aumento de 12%, enquanto nos Açores a previsão global é de uma produção semelhante à campanha passada.

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