Produção de milho com prejuízos na ilha das Flores devido à tempestade Helene

Confagri 20 Set 2018

Agricultores açorianos da ilha das Flores queixam-se de prejuízos “significativos” na produção, devido aos ventos da tempestade do passado fim de semana. Chuva serviu para atenuar a seca, mas «não será suficiente».

O presidente da Associação Agrícola da ilha das Flores adiantou na quarta-feira que as rajadas de vento forte que se registaram no último fim de semana devido à tempestade tropical Helene provocaram prejuízos na produção de milho naquela ilha.

«Em relação aos milhos de silagem, principalmente, estamos com perdas significativas porque os milhos estavam prontos a ensilar, estavam muito pesados e, com o vento que se fez sentir de sábado para domingo, os milhos viraram e estão a dar muito trabalho na colheita e a produção vai ser muito mais baixa», assegurou Valter Câmara à agência Lusa.

O representante dos agricultores florentinos considera que «a situação é complicada», sendo que há sobretudo prejuízos na zona de «Santa Cruz, Lajes e Caveira», da ilha das Flores, devido ao «vento de quadrante sul».

Valter Câmara diz que, para já, não é possível fazer a contabilização de prejuízos, apesar de estimar que sejam «significativos». «Temos plena consciência que existem prejuízos na questão da produção e que existem muitos prejuízos na questão da colheita porque as pessoas vão ter um trabalho muito superior relativamente ao que estavam realmente à espera (…) Não há volta a dar. É tentar colher os milhos o mais rápido possível para que eles não se estraguem mais do que já estão e não há outra solução», disse.

Por outro lado, a chuva «veio ajudar à seca» porque os «terrenos estavam com falta de água» ajudando na «produção de erva» para alimentar o gado, contudo poderá «não será suficiente» para assegurar alimento no inverno.

«Já é tarde para fazer colheitas, para se fazer reservas para o inverno. Na questão da produção de erva para a atualidade, com estas chuvas, vai melhorar. As ervas estão a crescer e as pastagens estão a melhorar, mas vamos ter sempre um inverno complicado porque na altura de se fazer as colheitas e as reservas para o inverno verificou-se seca e não tínhamos produção de erva para recolher», disse o responsável.

A falta de alimento para os animais, por falta de «reservas», deverá verificar-se «a partir de Outubro, Novembro» quando a «produção de erva começar a diminuir». Quando se chegar ao início do inverno vai sentir-se a falta do alimento que deveria ter sido colhido durante o verão e que não foi porque não existia, sublinhou.

Fonte: tvi24

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