Setor do Vinho do Porto precisa de um Simplex urgente

Confagri 13 Set 2018

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto defende medidas que contribuam para o aparecimento de novas empresas, como seja a redução da quantidade do stock mínimo para o exercício da atividade comercial, cujo documento será apresentado ao ministro da Agricultura esta sexta-feira.

O Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) encomendou à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) um estudo sobre o futuro do Vinho do Porto, que irá ser apresentado esta sexta-feira ao ministro da Agricultura, Capoulas Santos, que aponta para a necessidade de uma reconversão da regulação e de alguns pressupostos do negócio. O setor precisa fundamentalmente de uma espécie de Simplex que o torne mais competitivo e ao mesmo tempo mais flexível na resposta às solicitações cada vez mais “em cima da hora” dos mercados.

Esta é uma das principais conclusões do estudo do IVDP, que contou com o acompanhamento e avaliação do antigo ministro da Economia Daniel Bessa. Do documento resultaram uma série de recomendações que serão encaminhadas para Capoulas Santos. E que, para além da questão do Simplex, apontam para a necessidade da implementação de um sistema Inteligente de mercado para uso das empesas e das organizações ligadas à promoção dos vinhos do setor; o reforço da promoção coletiva em mercados reconhecidamente prioritários, como é o caso dos Estados Unidos e do Canadá; e a melhoria da comunicação on-line aos consumidores e mercados, através da articulação do site institucional para os vinhos da região (produtores, institucionais, agentes económicos, turismo e outras atividades paralelas.

No total são dez o itens que o IVDP considera fundamentais para relançar os vinhos. Para além dos temas já referidos, o documento da UTAD destaca ainda a necessidade de a necessidade de redução da quantidade do stock mínimo para o exercício da atividade comercial do vinho do Porto, como forma de promover a diversificação da oferta de vinhos por parte de novas empresas, potencialmente jovens, inovadoras e vocacionadas para segmentos elevados do mercado.

O que o documento propõe é a produção daquilo a que chama «regulação inteligente do vinho do Douro, no sentido do reforço da reputação coletiva e da sua valorização, tendo subjacente um equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado e induzindo a um aumento do preço das uvas utilizadas nesta denominação de origem».

O documento considera ainda imperiosa a criação de uma plataforma logística regional no Douro, de modo a facilitar fluxos de serviços, de armazenagem, aduaneiros e de transporte, essencialmente para as empresas que operam e comercializam a partir do Douro.

Finalmente, o documento indica que devem ser fomentadas atividades de apoio à inovação e densificação empresarial e ao posicionamento nos mercados num ambiente associativista, «assentes num modelo de financiamento e de governação diferenciador, por exemplo com quotizações e de poder de decisão (votação) tendencialmente, na proporção da quantidade vendida ou do valor da faturação, favorecendo a inclusão e o rejuvenescimento empresarial».

Recorde-se que a produção média declarada no período 2008-2016, de cerca de 142.894 mil litros, permite concluir que o Vinho do Porto representa 52 por cento do total, o vinho de mesa de origem 31,09 por cento, o moscatel do Douro 2,19, o espumante 0,15 e o vinho corrente 14,57 por cento.

Com o mercado nacional do Vinho do Porto a crescer cada vez mais, fruto, entre outros motivos, do enorme crescimento do turismo na cidade do Porto e na região do Douro, os produtores querem recuperar lugar no apertado setor das exportações.

Nesse quadro, o continente norte-americano afigura-se como uma das saídas mais interessantes, dado o quadro aduaneiro difícil no continente sul-americano, em particular no Brasil e o mercado cada vez mais maduro da Europa. Quanto à China, onde têm sido desenvolvidas vários iniciativas promocionais, os vinhos do Douro, e mesmo as categorias especiais do Vinho do Porto, ainda não conseguiram encontrar uma posição concorrencial com outras bebidas internacionais que têm inundado aquele enorme mercado.

Fonte: jornaleconomico

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