Bem-vindo ao site da CONFAGRI
21-09-2017 23:53
Go Search
 
 

 
Governo britânico alerta para escassez de alimentos depois do "Brexit" 

 

Um relatório elaborado por especialistas em políticas alimentares advertiu que o "divórcio" com a Europa pode provocar o «caos», a menos que os ministros estabeleçam um plano claro sobre como um novo sistema alimentar vai funcionar.

O “Brexit” pode ter impactos «dramáticos» no Reino Unido, defendem os especialistas, mas não só. Mais recentemente o governo britânico alertou para um «risco real» da ilha poder sofrer de escassez de alimentos, de uma elevada inflação e ainda da diminuição na qualidade dos mesmos, escreve o The Independent.

Actualmente, a União Europeia (UE) fornece uma grande fatia, 31 por cento, de alimentos para a Grã-Bretanha, o que os autores sugerem que não pode ser afastado sem provisões no local.

Investigadores de três universidades do Reino Unido publicaram um relatório de 86 páginas sobre como o “Brexit” pode afectar a alimentação e a agricultura do país, à medida que o governo se prepara para a próxima ronda de negociações com Bruxelas. Este documento adianta que a ausência de um acordo comercial pode causar o aumento no preço dos alimentos importados, até 22 por cento.

A estabilidade e a segurança são dois aspectos que, em parte, são produto dos padrões de segurança da UE, alertam os autores. E, mesmo um “soft Brexit”, uma saída da UE em que o Reino Unido permanece no mercado único, pode afectar gravemente as indústrias alimentares e agrícolas.

«Com o prazo das negociações do “Brexit” a acabar nos próximos 20 meses, trata-se de uma série de políticas falhadas, numa escala sem precedentes», disse um dos autores do estudo, Tim Lang.

As conclusões do estudo foram publicadas no Science Policy Research Unit da Universidade de Sussexd, e foram identficadas 16 questões chave que a primeira-ministra, Theresa May, tem de considerar. Como por exemplo a existência de um «plano integrado claro para fornecimento de alimentos do Reino Unido», uma nova legislação para «substituir quatro mil leis da UE em matéria de alimentos» e subsídios para cobrir a Política Agrícola Comum da UE».

Fonte: jornaleconomico


Notícias Associadas:

CE actualiza medidas de luta contra a Peste Suína Africana
AESA: Alimentação animal contaminada pode ser a causa dos casos isolados de EEB na UE
Portugal e Espanha pretendem pedir antecipação da PAC em 70 por cento
UE: Campanha de comercialização 2017/2018 com produção de cereais inferior à média e aumento da superfície de beterraba
Incêndios: Bruxelas dará um máximo de 12,5 milhões de euros


Imprimir  Enviar a um amigo

Voltar atrás