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21-09-2017 23:52
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Seca. Remoção de peixes arranca na barragem da Vigia 

 

Está em marcha a operação de remoção das 150 toneladas de peixe anunciada para quatro albufeiras do Alentejo. Com um custo de 120 mil euros, suportados pela Agência Portuguesa do Ambiente, esta é uma intervenção faseada com início na barragem da Vigia, concelho de Redondo, em Évora.

À Renascença, o presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA), entidade que coordena a operação, explica que a retirada das 150 toneladas de peixe começa na albufeira da Vigia porque foi identificada como sendo prioritária e, por causa da seca, está apenas com 14 por cento do volume de armazenamento.

«A proporção do volume actual face ao que é expectável e, depois, a questão do abastecimento publico às populações» foram os critérios determinantes para justificar a intervenção, de acordo com José Pedro Salema.

Prevenir para não ter que remediar, é a estratégia. A massa piscícola é retirada por pescadores, com recurso a redes para garantir a qualidade de água nas albufeiras que servem para abastecer as populações e, assim, acautelar possíveis episódios de mortandade de peixe.

«Lançam-se as redes, adaptam-se as suas malhas às espécies de cada albufeira e depois, de pescados, as redes são levantadas e os peixes retirados», explica este responsável, adiantando que o peixe será, «transportado para unidades de transformação para o integrar em rações para alimentação animal».

José Pedro Salema adianta que «o objectivo é reduzir a quantidade, independentemente das espécies capturadas», assumindo que a principal preocupação prende-se com o «garantir a qualidade da água nas albufeiras que abastecem as populações e que estão com níveis muito baixos de armazenamento».

Depois da barragem da Vigia, segue-se a do Monte da Rocha, no concelho de Ourique. Numa segunda fase, anuncia o responsável, “vamos actuar nas barragens do Pego do Altar, no concelho de Alcácer do Sal e do Divor, no concelho de Évora”.

Um processo só possível de executar por fases, por uma questão operacional, mas também contratual. «Estes serviços são pagos e, por isso, temos de recorrer a prestadores de serviços, profissionais habituados a este tipo de trabalho. Tivemos que segmentar um bocadinho o trabalho e ordená-lo por ordem de prioridades», justifica.

De resto, este trabalho de remoção de massa piscícola tem sido realizado, pela EDIA, com alguma rotina, «sempre que os volumes das albufeiras que gerimos baixam significativamente», acrescenta.

É uma recolha que se verifica na albufeira do Pisão junto a Beringel, tendo já sido efectuada também no Loureiro e nos Álamos. «Vamos monitorizando a carga piscícola face à redução do volume e já retiramos das nossas albufeiras, 12 toneladas de peixe».

O presidente da empresa que gere o Alqueva evidencia o «desempenho exemplar da albufeira que é o garante do abastecimento público às populações dos distritos de Évora e Beja e à agricultura».

Acima dos 70 por cento, a barragem tem permitido ultrapassar períodos de grande carência de chuva, como os últimos três anos, com precipitação abaixo da média.

Fonte: Renascença


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